BCE fez rejeitar proposta para Banif que pouparia milhões ao Estado

A Apollo tinha uma proposta que pouparia 1,7 mil milhões de euros ao Estado, mas o Banco de Portugal argumentou contra

A resolução do Banif através da venda ao Santander foi escolhida em detrimento de uma venda à norte-americana Apollo que pouparia mais de mil milhões de euros ao Estado, segundo noticia esta sexta-feira o jornal Público, que diz que a rejeição da Apollo partiu do Banco de Portugal e do Banco Central Europeu (BCE).

A Apollo, dona da Tranquilidade, tinha uma proposta cujas perdas máximas para os contribuintes se fixavam nos 700 milhões de euros - quatro vezes menos do que o custo da venda ao Santander, sublinha o Público. A Apollo oferecia 200 milhões de euros, e também se comprometeria a recapitalizar o Banif em 250 milhões de euros. Juntando as contrapartidas, o Público, que se baseia em documentos da operação, o resultado seria positivo para os contribuintes.

Mas a proposta da Apollo foi rejeitada pelo governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, que argumentou que o Banco Central Europeu retiraria ao Banif o estatuto de contraparte elegível - o que o impediria de aceder a operações de refinanciamento. Caso isso se verificasse, a Apollo, que é um fundo de investimento e não um banco, não era uma boa escolha por não ser capaz de assumir a continuidade do financiamento junto do BCE.

Assim, deu-se a resolução do Banif, anunciada a 20 de dezembro, com os ativos "bons" vendidos ao Santander por 250 milhões de euros.

No entanto, o Público sublinha que não está demonstrada a veracidade do argumento do Banco de Portugal de que o Banif perderia o seu estatuto de contraparte elegível junto do BCE. Em cartas enviadas pelo Banco de Portugal no dias anteriores à resolução, citadas pelo Público, o regulador referia apenas que o acesso do Banif ao BCE ficaria limitado ao montante usado até 15 de dezembro.

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