Dez atletas australianos interrogados por falsificar acreditação

Queriam assistir a jogo de basquetebol sentados. Foram libertados mediante pagamento de multas
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Um grupo de dez atletas australianos foi retido pelas autoridades brasileiras na noite de sexta-feira por suspeitas de falsificação das credenciais que dão acesso às instalações dos Jogos Olímpicos. Os atletas foram entretanto libertados mediante o pagamento de uma multa.

Os atletas terão alterado a sua acreditação para ficarem sentados a assistir ao jogo de basquetebol entre as seleções australiana e sérvia, avançou o o portal brasileiro G1. No entanto, a responsável do Comité Olímpico australiano garantiu que os atletas não se encontravam detidos e classificou como um "engano" o facto de estes terem entrado numa zona que lhes era vedada. Fiona de Jong explicou depois que o grupo pagou uma multa para resolver o problema.

O grupo esteve retido durante mais de 10 horas, de acordo com o The Sydney Morning Herald, e só de madrugada pode regressar à Aldeia Olímpica.

A seleção australiana de basquetebol perdeu o encontro com a Sérvia (87-61) e irá disputar a medalha de bronze com a Espanha, amanhã.

Este caso com atletas australianos segue-se a um outro que aconteceu esta semana. Os nadadores australianos Joshua Palmer e Emma Mckeon foram punidos pelo Comité Olímpico Australiano, por chegarem tarde à Aldeia Olímpica na madrugada de quarta-feira, depois de uma festa, mas um alega que foi roubado.

Os dois nadadores estavam numa festa com outros atletas, mas decidiram ficar mais tempo sem avisar o chefe da equipa.

Palmer contou que um homem com uma arma o obrigou a ir a uma caixa de multibanco levantar 1.000 reais (275 euros), mas não apresentou queixa. O nadador foi encontrado, mais tarde, por dois empresários, que foram com ele até ao Consulado da Austrália.

"O comportamento de Palmer e McKeon foi inaceitável e eles quebraram os protocolos disciplinares", disse a chefe de missão australiana Kitty Chiller, acrescentando que os atletas, embora tenham pedido desculpas, não vão estar na cerimónia de encerramento, no domingo. "Não é uma punição, é para garantirmos a segurança. Isto poderia acabar muito pior", justificou.

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