Veloso vence e confunde mais um pouco os adversários da W52-FC Porto

Ninguém teve direito de se chegar à frente na subida ao Santuário de Santa Luzia. Nuno Ribeiro diz que irá lutar com Veloso e Alarcón, mas há ainda Amaro Antunes
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Mais uma para a W52-FC Porto. Em seis dias de Volta a Portugal, a equipa venceu quatro etapas com três ciclistas diferentes. Se na Senhora da Graça Raúl Alarcón confirmou a sua posição de líder ao consolidar a amarela, em Santa Luzia Gustavo Veloso mostrou porque entrou na Volta como o líder da equipa e deixa os adversários obrigados a ter atenção aos dois na luta pela geral. Somou dez segundos de bonificação e está agora a 36 do colega.

Nuno Ribeiro, diretor desportivo da W52-FC Porto, disse no final da tirada, em Viana do Castelo, que a equipa irá lutar com Veloso e Alarcón para garantir mais uma Volta. E ainda há um Amaro Antunes pelo meio (terceiro na geral). Veloso admitiu que o trabalho da equipa (domínio total na subida até à meta) era para que Alarcón somasse mais um triunfo. "Numa chegada como esta não se pode olhar para trás", salientou Veloso. As curvas e contracurvas em empedrado tornam esta chegada complicada e ao ver-se na frente o galego só parou na meta. Apesar da aproximação ao colega, Veloso considera que Alarcón mostrou que é o ciclista mais forte com a vitória na Senhora da Graça. "Não competimos entre nós. Competimos contra os outros. Trabalhamos para nós e isso é o significado de equipa", disse à RTP.

Dado o domínio azul e branco, Alarcón até diz que Veloso é o favorito, sendo o colega melhor nos contrarrelógios e a Volta termina precisamente dessa forma. Porém, reitera a necessidade de estar atento aos leões Rinaldo Nocentini e Alejandro Marque.

A tentar furar este domínio da W52-FC Porto - Samuel Caldeira foi o outro ciclista que venceu uma etapa - está um Vicente García de Mateos (Louletano-Hospital de Loulé) que esteve novamente bem. Este tipo de subidas curtas e explosivas assentam na perfeição às suas características. Foi segundo e não escondeu a frustração por não ter ganho, mas os seis segundos de bonificação dão-lhe esperança.

Hoje será um dia importante. A passagem pelo Viso (1.ª categoria) poderá dar mexidas. A etapa não termina aí, regressando ao popular salto da Pedra Sentada, local de eleição para os amantes do Rali de Portugal. A meta será em Fafe. Dia exigente, mas sexta-feira é para descansar antes de se entrar na reta final.

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