Lopetegui deixava "o Ferrari na garagem"

Pinto da Costa explica como o espanhol se referiu a Imbula quando pediu a sua contratação. Confessa que o técnico lhe disse, no fim do jogo com o Rio Ave, que a sua saída resolvia-se em "dois segundos"
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Na análise a Lopetegui, Pinto da Costa assumiu a escolha mas não deixou de tecer críticas ao treinador.

"Como todos os treinadores, foi uma escolha minha.Tinha boas informações de Lopetegui, falei com ele... dizer que foi uma aposta ganha... não, porque não ganhou nada. Não se integrou no futebol português, daí ter trazido muitos jogadores de fora que também não conheciam o futebol português. Não quis compreender que as coisas não eram como tinha pensado e quis insistir num processo que não foi assimilado pela equipa", referiu o líder porista, para depois fazer uma confissão.

"Não gostava do jogo da equipa, mas a mim não me compete influenciar o treinador", disse.

E depois revelou o que se passou nos minutos após o empate com o Rio Ave. "Ele disse-me 'não há problema presidente, resolvemos o assunto em dois segundos'. Aí percebi que não havia alternativa. Passou pelo senhor Antero e disse que já tinha falado comigo. Recebi-o em minha casa e quando lhe pomos a questão da rescisão ele disse que isso era o seu advogado. A situação está resolvida, mas o acordo não se resolveu em dois segundos. Não houve mais contactos, Jorge Mendes disse-me esta noite que ele ia mandar uma proposta."

Confrontado com as queixas de Lopetegui que tinha perdido muitos jogadores, Pinto da Costa foi corrosivo: "Tinha que perder pelas opções que ele fez. Quando se tem jogadores emprestados por um ano, como o OLiver e o Casemiro... perdeu os laterais, mas ganhou o Maxi e o Layún. Teve jogadores como o Danilo, teve o André André, o Imbula, que veio por vontade dele e que nos disse que era um Ferrari e eu perguntava-lhe se o Ferrari era para deixar na garagem."

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