Vieira pede intervenção do Governo no futebol

Presidente do Benfica lamenta clima que considera insustentável e reclama por entidade independente à Liga de Clubes
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Luís Filipe Vieira lamenta o clima de crispação e intimidação que, no seu entender, se vive no futebol português, com críticas direcionadas à Liga de Clubes e ao FC Porto, não sendo claro se também se estaria a referir a outros clubes, nomeadamente ao Sporting.

A preocupação do presidente do Benfica foi expressa num discurso proferido no almoço que antecedeu o jogo da Supertaça desta noite e foi feito perante Fernando Gomes, presidente da FPF e Júlio Mendes, presidente do V. Guimarães, entre outros dirigentes federativos e dos dois clubes.

"Quero neste encontro que assinala o início da nova época, em que mais uma vez os nossos dois clubes disputam um troféu, dando um bom exemplo de como é possível competir com respeito mútuo e 'fair play', falar de alguns sinais preocupantes com que a nova época se inicia. Estou a falar da violência verbal, do clima de intimidação e ameaças e das suspeitas levantadas sobre todos os agentes desportivos", começou por referir.

Numa crítica direta ao FC Porto, Luís Filipe Vieira lamentou "o absurdo de se ver um clube desprestigiar a principal competição nacional e de fazer pública exibição de informação supostamente roubada a outra sociedade desportiva".

Seguiu-se uma crítica indireta à Liga de Clubes e ao seu presidente, Pedro Proença. "Tudo isto só acontece porque há quem esteja a pactuar com estas situações, pela sua inércia e incapacidade para reagir a tempo e horas com a autoridade e a credibilidade que se exigia".

O presidente do clube da Luz sublinhou ainda que "está à vista de todos quem tem alimentado este clima para justificar a falta de resultados e quem quer fazer tábua rasa de tudo o que de bom o futebol português tem realizado, numa escandalosa política de terra queimada de tudo denegrir".

Luís Filipe Vieira pede "às entidades oficiais do estado e do governo que chamem a si a procura de uma solução que permita a uma entidade independente e credível a regulamentação e gestão das principais áreas que requerem independência e autonomia face aos diferentes competidores, que saiba impor regras claras e transparentes".

Luís Filipe Vieira anunciou ainda que o clube a que preside "iniciou um rigoroso processo de estudo e análise sobre a eventual entrada no futebol feminino".

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