Dia da Terra. Conhece estes seis animais em vias de extinção que vivem em Portugal?

Além do lince ibérico há outras espécies ameaçadas, como a escorregadia salamandra lusitânica ou a imponente águia-imperial ibérica.

O Dia da Terra comemora-se esta quarta-feira, um dia criado em 1977 para chamar a atenção para os problemas que o planeta enfrenta devido à ação humana, incluindo a perda de biodiversidade. Também em Portugal a conservação das espécies requer esforço, para evitar que se percam alguns dos animais mais emblemáticos do território.

Fora do mediatismo do felino mais ameaçado do mundo que é o lince ibérico, fique a conhecer outras das espécies em vias de extinção em Portugal, desde o mais mediático lobo ibérico até à foca monge, passando pelo pequeno saramugo,

A Águia-Imperial Ibérica

A ave de rapina mais ameaçada da Europa só nidifica em Espanha e em Portugal, onde pode ser encontrada no Alentejo, no Algarve e na Beira Baixa. Esta águia chega a ter uma envergadura de dois metros. A diminuição dos coelhos, a sua presa principal, e a fragmentação dos montados, o habitat que prefere para nidificar, têm posto a espécie em risco.

De acordo com o principal portal português de observação de aves, estas águias são mais fáceis de observar entre outubro e fevereiro, mas estão presentes todo o ano. "Considerando a raridade desta espécie, as expectativas de a conseguir observar devem ser niveladas por baixo", salvaguarda o guia.

A Salamandra Lusitânica

Vivem em rios e minas abandonadas, largam a cauda se forem ameaçadas - podem regenerá-la mais tarde -, e são coloridas e brilhantes. São salamandras endémicas ao norte de Portugal e Galiza, onde, devido à degradação do seu habitat, são consideradas uma espécie vulnerável pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN na sigla inglesa). Outro perigo advém do uso de pesticidas e outros poluentes.

A Tartaruga-Marinha-Comum

A tartaruga marinha que surge mais frequentemente em Portugal e que existe em oceanos de todo o mundo está ameaçada de extinção. Uma tartaruga desta espécie pode ter mais de dois metros de comprimento, embora a média se fique pelos 90 centímetros. Estas tartarugas surgem em toda a costa portuguesa, incluindo nas ilhas, habitualmente mais na costa algarvia, que faz parte da sua rota migratória. Trata-se de "uma das migrações mais espetaculares da natureza", conta a National Geographic.

O Lobo-Ibérico

A população atual do lobo-ibérico, que habita o norte de Portugal e de Espanha, é de apenas 2000 indivíduos, cerca de 300 deles em território português. Os lobos, mais esguios e de menores dimensões que outras subespécies do lobo-cinzento, são muitas vezes atropelados ou abatidos a tiro, o que é considerado pela National Geographic "o maior problema da conservação da espécie em Portugal".

A Foca Monge

A foca monge, também conhecia como lobo-marinho, pode atingir os quatro metros de comprimento no caso dos machos, e chegam a pesar 400 quilos. Estas focas costumavam existir em todas as costas mediterrânicas e mesmo na ilha da Madeira, mas hoje a sua população não excede os 450 indivíduos.

De acordo com o World Wide Fund for Nature (WWF), as focas começaram por ser pescadas para alimentação humana, depois tiveram que competir contra as redes dos humanos para conseguir peixe, redes essas nas quais eram acidentalmente apanhadas. Hoje, vários indivíduos concentram-se nas ilhas Desertas, onde vive uma pequena população de 23 focas monge.

O Saramugo

O saramugo é uma das espécies portuguesas mais ameaçadas. É um pequeno peixe de água doce, que vive nas ribeiras afluentes do rio Guadiana, descrito pelo WWF como "o pequeno guerreiro pela sobrevivência das águas do Guadiana". O peixe só vive entre 3 e 4 anos, e o seu comprimento não costuma ultrapassar os 7 centímetros.

O habitat do saramugo tem sido posto em risco pela construção de barragens, pela poluição, e pela captação de água. O Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas tem monitorizado o saramugo, e pôs em prática um plano de emergência para tentar salvá-lo. O peixe está classificado como "criticamente em perigo" no Novo Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal.

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