Tarantino não passou por aqui

ALTA VELOCIDADE Edgar Wright
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Chama-se Baby Driver no original e é o mais recente exemplo de um certo cinema intelectual americano que, ao contrário da mais nobre tradição de Hollywood, confunde o espetáculo com a inventariação de cauções cinéfilas.

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A história do jovem condutor de automóveis (Ansel Elgort, tão expressivo como uma bica mal tirada) que aluga os seus serviços a quadrilhas de assaltantes é encenada como uma pretensiosa variação sobre Quentin Tarantino: muitos carros a acelerar e uma interminável colagem de canções na banda sonora... Estamos perante o grau zero de um cinema que confunde a multiplicação de referências superficiais com a construção de uma verdadeira visão do mundo, das imagens e dos sons.

Além do mais, o ponto de partida é uma cópia direta do excelente The Driver, com Ryan O"Neal, realizado por Walter Hill em 1978.

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