Um hotel com uma piscina de água salgada com vista para o Monte Brasil e o Atlântico

Pertencente ao grupo açoriano Bensaude, o Terceira Mar Hotel oferece a vantagem da localização soberba junto à Baía do Fanal, mas estar a apenas 10 minutos a pé do centro de Angra do Heroísmo, cidade património mundial.

Leonídio Paulo Ferreira (TEXTO) e Leonardo Negrão (FOTOS), na Terceira
© Leonardo Negrão / Global Imagens

Um mergulho na piscina de água salgada do Terceira Mar Hotel é uma belíssima maneira de terminar um dia de passeio pela ilha Terceira, cujas atrações vão da arquitetura de Angra do Heroísmo aos areais de Praia da Vitória, passando pelas piscinas naturais dos Biscoitos, o miradouro da serra do Cume ou o algar do Carvão, cuja visita permite ter a sensação de estar dentro de um vulcão (extinto). Ricardo Montes, diretor do hotel, aponta, claro, como pontos fortes da infraestrutura a piscina com vista para a baía do Fanal e para o monte Brasil , assim como o acesso direto ao passadiço que permite "uma caminhada junto ao mar".

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Este minhoto de 44 anos, nascido em Viana do Castelo mas há mais de duas décadas nos Açores, destaca também no Terceira Mar Hotel a localização privilegiada em termos de acesso a Angra do Heroísmo: "Estamos a dez minutos a pé do centro de uma cidade classificada como património mundial pela UNESCO."

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Parte da ala hoteleira do grupo económico açoriano Bensaude, que no ano passado celebrou dois séculos e possui em São Miguel os reputados Terra Nostra Garden Hotel (nas Furnas) e o Grand Hotel Açores Atlântico (em Ponta Delgada), o Terceira Mar Hotel é um agradável quatro estrelas com 139 quartos que oferece comodidades como piscina interior aquecida e spa, um bar panorâmico e também um restaurante onde se pode ver o tal contraste do verde do monte Brasil (205 metros de altitude, um quilómetro mar dentro) com o azul do Atlântico e saborear as interpretações que os chefs fazem dos produtos da ilha. Ali, ou num dos bons restaurantes da Terceira (como o Caneta e a Tasca das Tias), não falha a carne de vaca, os peixes ou as apreciadíssimas lapas.

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Aderente ao programa Clean & Safe, o hotel teve de se adaptar ao impacto da pandemia. Os Açores, nota Ricardo Montes, "tinham tido em 2019 o melhor ano turístico de sempre". Se 2020 foi muito prejudicado, 2021 tem-se revelado acima das expectativas, com o diretor do hotel a esperar nos meses de verão "ocupações interessantes, acima dos 70%". E acrescenta que a clientela é sobretudo portuguesa, mas até há neste ano muitos hóspedes oriundos dos Estados Unidos, agora o nosso segundo mercado".

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leonidio.ferreira@dn.pt

O DN viajou a convite do Turismo dos Açores