Vogue Portugal acusada de tratar de forma "insensível" a saúde mental. "É sobre o amor", garante

A revista foi fortemente críticada por ter tratado de uma forma "insensível", numa das suas mais recentes capas.

Numa das quatro capas para a edição "Madness" de julho e agosto, a Vogue Portugal apresenta a modelo Simona Kirchnerova agachada dentro de uma banheira e ladeada por duas enfermeiras , que derramam água sobre a sua cabeça. Esta capa foi criticada por tratar com mau e com insensibilidade as doenças mentais e pelo uso do tema ultrapassado "loucura".

A modelo portuguesa Sara Sampaio comentou na página do Instagram da revista: "Esses tipos de fotos não devem representar a conversa sobre saúde mental! Eu acho que é muito mau gosto! ".

Mas como ela centenas de comentários negativos e de censura repetiram-se no Instagram. A psicóloga clínica Katerina Alexandraki afirmou que "promover a estética da saúde mental é muito problemático. Nunca é uma moda".

No Twitter, a Vogue Portugal tentou justificar a sua edição dedicada a este tema, garantindo: "É sobre o amor. É sobre a vida. É sobre nós. É sobre você. É sobre agora. É sobre saúde. É sobre saúde mental. Já estava na hora."

Entretanto, no Instagram a modelo da foto revelou que as "enfermeiras" eram a sua mãe e a sua avó. "Chego à capa da Vigue com a minha mãe e a minha avó!!! 3 gerações na capa da Vogue". O que mereceu a resposta do fotógrafo Elliott Morgan. "Desrespeitoso e sem entender o assunto".

No mundo da moda este tem sido um, tema polémico. Em setembro , a modelo Ayesha Tan-Jones, num desfile da Gucci, protestou contra o uso de casacos que pareciam coletes de forças com uma nota escrita na sua mão "saúde mental não é moda".

Mais tarde, escreveu no Instagram: "Apresentar estas questões como adereços para venda de roupas, é ofensivo para milhões de pessoas afetadas por estes problemas". Jones doou parte do seu cachet do desfile para instituições de caridade dedicadas à saúde mental.

Mais Notícias

Outros conteúdos GMG