Jornalista do DN vence Prémio de Jornalismo Direitos Humanos & Integração

Reportagem de Céu Neves, "Uma nova vida longe, cá, após perder tudo (ou quase)", publicada no DN em setembro de 2018, vence prémio na categoria de imprensa escrita

A jornalista do DN Céu Neves venceu esta segunda-feira o Prémio de Jornalismo Direitos Humanos & Integração na categoria de imprensa escrita pela sua reportagem Uma nova vida longe, cá, após perder tudo (ou quase) , publicada em setembro de 2018.

"É reportagem que retrata a vida de três famílias de refugiados, uma do Iraque e duas da Síria, que foram obrigados a fugir para Portugal devido a conflitos e que aqui está construir uma nova vida não só em Lisboa como numa vila, a Caranguejeira, em Leiria", lembrou a repórter.

"Este prémio é particularmente gratificante dadas as condições da imprensa em geral e do DN em particular, porque significa que vale a pena continuar a fazer bom jornalismo, a investir na reportagem, ir aos locais, falar com as pessoas e dar conta da vida dessas pessoas. É necessário tomar algumas medidas porque corremos o risco de que um dia não haja reportagens escritas e trabalhos que possam ser escolhidos. Tenho muitos anos de profissão e pensava que não iria dar muita importância a estes prémios com o passar do tempo, mas continua a ser muito gratificante", acrescentou, orgulhosa.

Uma geração a tentar sair de Gaza para dizer: "Sou de Gaza", de Maria João Guimarães, publicada no Público, também foi premiada na categoria de imprensa escrita. Em rádio venceu Zohra - Uma Partitura para a Liberdade, de Isabel Meira, difundida na Antena 1 e Antena 2; e na categoria de meios audiovisuais foram galardoadas Ensaio sobre a saúde na Guiné-Bissau, de Dulce Salzedas, Rafael Homem e Luís Gonçalves emitida na SIC, e Pareciam foguetes de lágrimas, de Raquel Moleiro, Tiago Miranda, João Santos Duarte e Tiago Pereira Santos, emitida no formato de multimédia no Semanário Expresso.

O Prémio de Jornalismo Direitos Humanos & Integração é uma iniciativa conjunta da Comissão Nacional da UNESCO e da Secretaria Geral da Presidência do Conselho de Ministros, que tem por objetivo reconhecer o trabalho desenvolvido por profissionais da comunicação social, a nível nacional, em prol dos direitos humanos e das liberdades fundamentais. O prémio, num valor total de 80 mil euros, é atribuído ao melhor trabalho realizado, no ano anterior, por profissionais da comunicação social nas suas diversas modalidades.

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