Último eclipse solar do ano acontece este sábado

O terceiro e último eclipse solar parcial do ano tem lugar este sábado. O fenómeno ocorre quando a Lua passa entre a Terra e o Sol, mas sem cobrir o disco solar por completo e deixando a descoberto uma forma de uma meia lua brilhante

Este sábado os habitantes de algumas partes do mundo vão poder assistir a um eclipse parcial do Sol. É o terceiro deste ano. E o último. O fenómeno ocorre quando a Lua passa entre a Terra e o Sol, mas sem cobrir o disco solar por completo, deixando a descoberto uma meia lua brilhante.

O eclipse solar parcial será visível numa parte da América do Norte, da Europa do Norte, da Europa de Leste e da Rússia. O ponto máximo do eclipse parcial será registado no mar da Siberiano Oriental perto da ilha de Wrangel. No Polo Norte o Sol ficará coberto pela Lua em 65%.

O fenómeno, que decorrerá entre as 07.02 e as 10.30, hora de Portugal, não será visível no país, segundo o Observatório Astronómico de Lisboa. Os outros eclipses parciais do Sol, em 2018, foram registados a 13 de julho e a 15 de fevereiro.

Como olhar diretamente par o sol pode ser perigoso para os olhos quem quiser assistir ao eclipse deverá usar lentes especiais de proteção.

O próximo eclipse parcial do Sol acontecerá a 6 de janeiro de 2019 e, 15 dias depois, haverá um eclipse solar total.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Pedro Lains

O Brasil e as fontes do mal

O populismo de direita está em ascensão, na Europa, na Ásia e nas Américas, podendo agora vencer a presidência do Brasil. Como se explica esta tendência preocupante? A resposta pode estar na procura de padrões comuns, exercício que infelizmente ganha profundidade com o crescente número de países envolvidos. A conclusão é que os pontos comuns não se encontram na aversão à globalização, à imigração ou à corrupção política, mas sim numa nova era de campanhas eleitorais que os políticos democráticos não estão a conseguir acompanhar, ao contrário de interesses políticos e económicos de tendências não democráticas. A solução não é fácil, mas tudo é mais difícil se não forem identificadas as verdadeiras fontes. É isso que devemos procurar fazer.

Premium

João Almeida Moreira

1964, 1989, 2018

A onda desmesurada que varreu o Brasil não foi apenas obra de um militar. Não foi, aliás, apenas obra dos militares. Os setores mais conservadores da Igreja, e os seus fiéis fanáticos, apoiaram. Os empresários mais radicais do mercado, que lutam para que as riquezas do país continuem restritas à oligarquia de sempre, juntaram-se. Parte do universo mediático pactuou, uns por ação, outros por omissão. Os ventos norte-americanos, como de costume, influenciaram. E, por fim, o anticomunismo primário, associado a boas doses de ignorância, embrulhou tudo.