Um planeta "em chamas". NASA mostra como o fumo e as areias no ar afetam a Terra

Aerossóis, naturais e artificiais, estão presentes nos oceanos, montanhas, desertos e ecossistemas. Satélites da NASA oferecem visão diferente, às cores, sobre como eles estão espalhados pela Terra

Através do modelo Goddard Earth Observing Forward Processing, a NASA mostra como os aerossóis pairam na atmosfera, usando cores. O resultado é um impressionante mapa do nosso planeta que parece estar em chamas.

Na imagem produzida com a data de 23 de agosto a cor azul representa os aerossóis da água salgada. A vermelha as partículas de carbono preto produzidas, por exemplo, por incêndios, emissões de fábricas e de veículos. O roxo representa partículas de poeiras. Assim, estão representados os efeitos dos incêndios que devastaram da Califórnia na América do Norte, dos três ciclones que passaram no Pacífico ou das poeiras que pairaram sobre África ou sobre a Ásia.

Existem dois tipos de aerossóis, os naturais e os artificiais, podendo essas partículas ser encontradas dos pesticidas aos fenómenos naturais. A produção dos artificiais tem aumentado com o passar dos anos com impacto no ambiente e na saúde humana.

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Opinião

"Orrrderrr!", começou a campanha europeia

Através do YouTube, faz grande sucesso entre nós um florilégio de gritos de John Bercow - vocês sabem, o speaker do Parlamento britânico. O grito dele é só um, em crescendo, "order, orrderr, ORRRDERRR!", e essa palavra quer dizer o que parece. Aquele "ordem!" proclamada pelo presidente da Câmara dos Comuns demonstra a falta de autoridade de toda a gente vulgar que hoje se senta no Parlamento que iniciou a democracia na velha Europa. Ora, se o grito de Bercow diz muito mais do que parece, o nosso interesse por ele, através do YouTube, diz mais de nós do que de Bercow. E, acreditem, tudo isto tem que ver com a nossa vida, até com a vidinha, e com o mundo em que vivemos.

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Marisa Matias

Mulheres

Nesta semana, um país inteiro juntou-se solidariamente às mulheres andaluzas. Falo do nosso país vizinho, como é óbvio. A chegada ao poder do partido Vox foi a legitimação de um discurso e de uma postura sexistas que julgávamos já eliminadas aqui por estes lados. Pois não é assim. Se durante algumas décadas assistimos ao reforço dos direitos das mulheres, nos últimos anos, a ascensão de forças políticas conservadoras e sexistas mostrou o quão rápida pode ser a destruição de direitos que levaram anos a construir. Na Hungria, as autoridades acham que o lugar da mulher é em casa, na Polónia não podem vestir de preto para não serem confundidas com gente que acha que tem direitos, em Espanha passaram a categoria de segunda na Andaluzia. Os exemplos podiam ser mais extensos, os tempos que vivemos são estes. Mas há sempre quem não desista, e onde se escreve retrocesso nas instituições, soma-se resistência nas ruas.

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Maria Antónia de Almeida Santos

Ser ou não ser, eis a questão

De facto, desde o famoso "to be, or not to be" de Shakespeare que não se assistia a tão intenso dilema britânico. A confirmação do desacordo do Brexit e o chumbo da moção de censura a May agudizaram a imprevisibilidade do modo como o Reino Unido acordará desse mesmo desacordo. Uma das causas do Brexit terá sido certamente a corrente nacionalista, de base populista, com a qual a Europa em geral se debate. Mas não é a única causa. Como deverá a restante Europa reagir? Em primeiro lugar, com calma e serenidade. Em seguida, com muita atenção, pois invariavelmente o único ganho do erro resulta do que aprendemos com o mesmo. Imperativo é também que aprendamos a aprender em conjunto.