26% dos americanos eliminaram o Facebook do telemóvel

Uma sondagem norte-americana concluiu que 54% dos que usam o Facebook mudaram o seu comportamento para com a rede social. 26% foram mais longe e eliminaram a plataforma do telemóvel.

Mais de metade dos utilizadores do Facebook alteraram o modo como se relacionam com esta rede social. Mas os números são ainda mais radicais: 42% revelam que abandonaram o Facebook por um período de várias semanas, enquanto 26% vão mais longe e eliminaram a aplicação do telemóvel.

Estes números resultam de uma sondagem realizada nos Estados Unidos pelo Centro de Investigação Pew, que refere ainda que 54% dos utilizadores de todas as idades (a partir dos 18 anos) mudaram a sua atitude para com o Facebook no último ano e que alteraram os procedimentos de privacidade.

A sondagem decorreu entre o final de maio e o fim de junho, no decurso das polémicas revelações das manipulações do Facebook pela empresa de consultadoria Cambridge Analytica, acusada de ter usado dados de 87 milhões de utilizadores sem o seu conhecimento.

Para o Centro de Investigação Pew o que a sondagem mostra é que a relação com o Facebook alterou-se e que estas mudanças são mais drásticas entre os utilizadores entre os 18 e 29 anos e menos após os 65 anos. 44% dos primeiros apagaram a aplicação por mais do que uma vez no último ano enquanto só 12% dos segundos o fizeram.

Quanto às alteração de definições de privacidade, 64% dos utilizadores entre os 19 e 49 anos efetuaram ajustamentos mas o mesmo só aconteceu com 33% nos com mais 65 anos.

Apesar de o Facebook ter alterado os termos da privacidade após o escândalo da Cambridge Analytica e ter permitido aos utilizadores terem conhecimento sobre se foram recolhidos dados seus pela empresa, a sondagem mostra que apenas 1 em cada dez utentes descarregou a aplicação.

Exclusivos

Premium

Ferreira Fernandes

"Corta!", dizem os Diáconos Remédios da vida

É muito irónico Plácido Domingo já não cantar a 6 de setembro na Ópera de São Francisco. Nove mulheres, todas adultas, todas livres, acusaram-no agora de assédios antigos, quando já elas eram todas maiores e livres. Não houve nenhuma acusação, nem judicial nem policial, só uma afirmação em tom de denúncia. O tenor lançou-lhes o seu maior charme, a voz, acrescida de ter acontecido quando ele era mais magro e ter menos cãs na barba - só isso, e que já é muito (e digo de longe, ouvido e visto da plateia) -, lançou, foi aceite por umas senhoras, recusado por outras, mas agora com todas a revelar ter havido em cada caso uma pressão por parte dele. O âmago do assunto é no fundo uma das constantes, a maior delas, daquilo que as óperas falam: o amor (em todas as suas vertentes).

Premium

Crónica de Televisão

Os índices dos níveis da cadência da normalidade

À medida que o primeiro dia da crise energética se aproximava, várias dúvidas assaltavam o espírito de todos os portugueses. Os canais de notícias continuariam a ter meios para fazer directos em estações de serviço semidesertas? Os circuitos de distribuição de vox pop seriam afectados? A língua portuguesa resistiria ao ataque concertado de dezenas de repórteres exaustos - a misturar metáforas, mutilar lugares-comuns ou a começar cada frase com a palavra "efectivamente"?