InSight. Sonda da NASA mostra foto da sua nova casa

Sonda já abriu os painéis solares e está a funcionar bem. Os próximos dois a três a três meses serão de testes e afinação dos instrumentos científicos, e depois começa a missão a sério. Vêm aí muitas novidades sobre Marte


É uma paisagem é do outro mundo - literalmente. É plana, entre o avermelhado e o ocre, e estende-se até ao limite do horizonte. Ali é a Elysium Planitia, uma planície vulcânica a norte da região equatorial de Marte, e a foto foi enviada pela sonda Insight, da NASA, pouco depois de ali ter aterrado. Recebida com entusiasmo no Jet Propulsion Laboratory (JPL) da NASA, a imagem mostra também que está tudo a correr bem, lá longe, com a nova sonda em Marte.

Depois de uma jornada de nervos e de muita emoção, que acabou em palmas e abraços, a equipa no centro de controlo do JPL já recebeu mais uma boa notícia. Pouco depois de pousar, a Insight desdobrou e abriu os seus painéis solares, o que era um passo essencial: são eles o garante da energia que lhe vai permitir funcionar para cumprir a sua missão.

Os dois painéis solares da sonda têm 2,2 metros de comprimento cada um podem fornecer entre 600 a 700 watts diariamente, mais do que suficiente para a sonda usar o computador de bordo, operar os instrumentos científicos e garantir as comunicações com o centro de controlo no JPL.

Marte, como explicam os cientistas da NASA, recebe menos luz solar do que a Terra, porque está muito mais distante da estrela, mas num dia claro os painéis conseguirão assegurar os tais 600 a 700 watts. Mas os responsáveis da missão não estão a contar com problemas de maior a nível energético no caso de dias ainda mais sombrios. Mesmo em situações de tempestade de areia, episódios muito comuns na meteorologia marciana, a sonda terá sempre assegurados entres 200 a 300 watts para poder operar.

Ao longo dos próximos dias a sonda vai continuar a captar imagens da sua nova casa, usando para isso a câmara que tem instalada no seu braço robótico. Com base nessas imagens, os cientistas da missão decidirão depois qual a melhor localização para colocar os instrumentos científicos que vão "olhar" para o interior de Marte.

Mas a missão científica propriamente dita, que vai tirar um retrato detalhado às estruturas geológicas internas do planeta, aos fluxos de calor e às linhas sismológicas que as atravessam, só se iniciará dentro de dois ou três meses: o tempo que os instrumentos científicos ficarem completamente afinados e operacionais. De pois, serão dois anos a recolher dados e a enviá-los para a Terra. Vem aí muitas novidades sobre Marte

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