Golfinho e sol contra exploração de petróleo

Ativistas contra furo ao largo de Aljezur (Algarve) promovem protesto em Almada. Esperam mais de mil pessoas na praia da Cova do Vapor, no sábado

Este sábado mais de mil pessoas vão juntar-se na praia da Cova do Vapor (Trafaria, Almada) num ação de protesto contra a possibilidade de em setembro se iniciar um furo de prospeção de petróleo ao largo de Aljezur (Algarve).

A iniciativa promovida pelo Tamera Centro de Investigação e Educação para a Paz, com o apoio de diversas entidades entre elas a Região de Turismo do Algarve, vai englobar uma ação de arte aérea com três drones a filmar o "desenho" que os participantes vão fazer.

Com o título "Parar o Furo em Aljezur", os participantes vão desenhar um golfinho e um sol, remetendo para a água e a energia eólica em contraponto com a energia fóssil representada pelo petróleo, explicou ao DN Isabel Rosa, acrescentando que há um vídeo que promove a iniciativa.

A expetativa da organização do evento é contar com 1500 pessoas vindas de vários pontos do país. Para isso, vão ser disponibilizados autocarros, tanto do sul do país (Lagos, Vila do Bispo, Odemira, por exemplo) como da estação ferroviária do Pragal (Almada) e de Cacilhas (ligação por barco entre Lisboa e Almada).

Os participantes devem começar a chegar à Praia do Vapor pelas 15.30 de sábado, seguindo às 16.15 o ritual de entrada na praia e uma oração. Entre as 17.15 e as 18.30 deverá estar "desenhado" na areia o alerta que será filmado por três drones, além de fotografado. Depois, fotos e filme serão divulgados por todo o mundo.

Tal como aconteceu com o evento do ano passado que teve lugar em Odeceixe.

Os promotores da iniciativa defendem que Portugal tem condições para se tornar pioneiro no aproveitamento de energia proveniente de fontes solares, eólicas e de geração onomotriz, contestando a licença para o furo de prospeção dada à Galp e Eni para a zona de Aljezur tla como a exploração de gás por parte da empresa Australis Oils, que vai protagonizar em Alcobaça, em 2019,o primeiro caso de fracking - injeção a alta presão de uma mistura de água, propante e vários produtos químicos para possibilitar a extração de petróleo e gás - em Portugal.

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