Do Porto de Lisboa ao SEF, o que Greta já mobilizou para entrar em Lisboa

A ativista saiu de veleiro de Nova Iorque, atravessou o Atlântico e escolheu Lisboa para descansar. Greta não quis contactos institucionais em Portugal, após a conferência de Imprensa irá descansar para um hotel e à noite sai de Santa Apolónia para Madrid.

Greta Thunberg não estará amanhã mais de oito horas em Lisboa, mesmo assim a vinda da ativista sueca exigiu grande mobilização de entidades oficiais. Desde o Porto de Lisboa ao Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), dos serviços alfandegários à Polícia Marítima e à Polícia de Segurança Pública. Tudo porque Greta viaja num veleiro que iniciou viagem em Nova Iorque e não passou antes pelos Açores ou por outro país da UE.

A verdade é que a equipa da ativista sueca escolheu Lisboa para uma paragem no dia 3 de dezembro onde toda a equipa pudesse descansar e recuperar da viagem, antes de partirem com destino à capital espanhola para participarem na COP25.

A Zero, associação ambientalista, foi contactada pela equipa da jovem para que lhes dessem apoio com os contactos locais institucionais, de forma a poderem atracar no Porto de Lisboa e a poderem entrar na cidade. E assim foi. "A Zero não está a organizar a passagem de Greta por Lisboa, apenas fomos contactados pela sua equipa para que os apoiássemos com os contactos institucionais. Não foi fácil, mas todos responderam", confirmou ao DN Carla Graça da Zero.

A jovem chega às 8:00 à Doca de Santo Amaro, onde é recebida pelo presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, e pelo movimento português de jovens que a apoia, For the Future.

Será na Doca que irá falar aos jovens, já que o objetivo dela é este, e não os contactos institucionais. Aliás, refere Carla Graça. "a equipa de Greta Thunberg, referiu-nos logon que não queria contactos institucionais para não ter de mobilizar mais segurança e mais pessoas nesta pequena paragem".

Depois da conferência de imprensa na Doca, onde Greta e a sua equipa falarão às pessoas que ali se dirigirem para a receberem, a jovem irá dirigir-se para um hotel, onde possa descansar e recuperar da viagem para seguir depois à noite, pelas 21.25, do comboio que parte da estação de Santa Apolónia para Madrid.

O DN contactou a PSP para saber se estava pensada uma operação de segurança para a estada da ativista. "Não há nada planeado, porque não está assente que a jovem venha a ter contactos com entidades institucionais. No entanto, a PSP está atenta a esta realidade e iremos atuar consoante o cenário que se for desenvolvendo. Por exemplo, poderá haver cortes de artérias na zona de Alcântara, mas tudo isso será informação dada à população", referiu ao DN o porta-voz da direção nacional da PSP, Intendente Nuno Carocha.

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