Ativistas lançam campanha "Gás é andar para trás"

Associações ambientalistas portuguesas lançaram este sábado uma campanha contra a ideia que o gás é um combustível de transição. Chama-se: "Gás é andar para trás".

Com a Cimeira do Clima da ONU, em Madrid, a COP-25, sem conseguir chegar a um acordo final, as associações ambientalistas portugueses querem demonstrar que vão continuar na luta. Este sábado, lançaram a campanha "Gás é andar para trás", para "desmistificar a narrativa de que o gás fóssil seja um combustível de transição".

A iniciativa surge na sequência do encontro alternativa organizado por ativistas, também em Madrid, a Cimeira Social do Clima.

A baixa de Lisboa foi o palco dos protestos e que resultaram na divulgação de um manifesto. "O adjetivo 'natural' que acompanha todas as referências ao gás carrega conotações de uma origem não poluente e amiga do ambiente. Esta retórica tem de ser urgentemente desconstruída. O gás é tão 'natural' como o petróleo, formando-se geralmente nos mesmos depósitos debaixo do solo. É o termo gás fóssil que se deve tornar natural na linguagem corrente e no discurso político e mediático, bem como a perceção clara da sua associação aos restantes combustíveis fósseis", lê-se no comunicado.

Fazem parte da organização da campanha, a Climáximo, Academia Cidadã, Campanha Linha Vermelha, Associação Bajouquense para o Desenvolvimento, Greve Climática Estudantil de Leiria, Movimento do Centro contra a Exploração de Gás, Plataforma Algarve Livre de Petróleo e a Zero.

Argumentam que a ciência demonstra que "ecossistemas do planeta não conseguem suportar nenhuma nova infraestrutura de combustíveis fósseis", sublinhando que "as existentes já emitem gases com efeito de estufa mais do que suficientes para ultrapassar um ponto sem retorno na crise climática".

Exigem o cancelamento de todos os novos projetos de prospeção e exploração de gás, (incluindo Batalha e Pombal); a revogação do Decreto-Lei 109/94 "que facilita a concessão de licenças para exploração de hidrocarbonetos"; a proibição da fraturação hidráulica (também a importação de gás natural obtido por esse método) e o cancelamento de todos os projetos de novas infraestruturas de gás.

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