Inquérito dos CTT que oferece um telemóvel? Atenção que é burla para entrar na sua conta

Responda às perguntas dos CTT e ganhe um telemóvel. Não acredite nesta mensagem. Se responder, depressa lhe pedem os dados bancários. E o prémio, um telemóvel, nem vê-lo.

As mensagens chegam via telefone e sob o disfarce de um concurso dos CTT em que se ganha um telemóvel. Quem aceita, responde a perguntas sobre correspondência postal, com que frequência envia cartas e como avalia o serviço.

O passo seguinte é ver a sorte numas raspadinhas. E já está. Ganhou um telemóvel e até perguntam a cor preferida.

Escolhida a cor, reencaminham a pessoa para um site onde pedem os dados do cartão de crédito para lhe poderem enviar o prémio.

É uma burla, esclarece a assessoria dos CTT, sublinhando que já informaram os clientes, através do site e das redes sociais. A SMS está a circular desde o dia 5 de setembro, "onde é referida uma tentativa de contacto para atribuição de um prémio e enviado um link com mais detalhes". Explica que estas mensagens "representam um esquema de phishing, através do qual uma entidade desconhecida pretende obter dados privados".

Entretanto, os responsáveis dos CTT já informaram as autoridades sobre este novo esquema de phishing, sendo que o uso da marca CTT tem sido habitual neste tipo de fraudes.

Nos últimos quatro meses, já tiveram o aspeto de um sorteio de códigos postais, de um postal dos CTT com perguntas, de sorteio de um prémio. A fraude chegou, também, por emails, estes com o carimbo dos CTT Expresso. Estão escritos em mau português e com erros ortográficos, o que é logo um sinal de alerta de fraude. Estas redes atuam no estrangeiros e, muitas vezes, recorrem à tradução automática para escrever as suas mensagens.

O que deve fazer é não descarregar os anexos, nem aceder a links e apagar o SMS.

A denúncia destas fraudes são investigadas pelas PJ, mas a localização e o anonimato dos mentores das redes torna difícil a sua deteção. As detenções, uma das últimas em julho de 2017, são dos intermediários.

Há três anos, a PJ, através da Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica, deteve um cidadão português, de 45 anos de idade, por "apoiar ativamente o trabalho de uma rede internacional de crime organizado focada no branqueamento de capitais proveniente de transferências bancárias ilícitas de vítimas, o que se conhece como phishing.

Emails que pedem os códigos de acesso bancários, com erros, gramaticais ou ortográficos, dizendo que é o feliz contemplado com um prémio, são de apagar.

A associação de consumidores Deco indica alguns cuidados a ter para minimizar o risco de ser vítima de phishing:

"Nunca introduza dados pessoais em páginas cuja autenticidade não consiga comprovar, não utilize o email para enviar informação confidencial, nunca usar no homebanking a palavra-passe que utiliza em ligações que requerem menor segurança, como o email ou as redes sociais. se houver pagamentos envolvidos, certifique-se de que a entidade em causa está autorizada a prestar serviços bancários ou a realizar transações através da internet consulte periodicamente os movimentos da sua conta bancária.

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