Um milhão de pessoas ainda sem dose de reforço. Serão chamadas em maio, junho e julho

Processo de vacinação entra numa nova fase. É a vez de proteger os infetados em dezembro, janeiro e fevereiro. Portugal já tem 94,2% de vacinados, 62,1% com dose de reforço.

O processo de vacinação contra a Covid-19 prepara-se agora para uma nova fase. Desta vez, para vacinar com a terceira dose os primeiros infetados pela onda gerada pela variante Ómicron, descoberta na África do Sul, a meio de dezembro. Os primeiros doentes vão começar a ser chamados a meio de maio e à medida que vão perfazendo os cinco meses após a infeção, confirmou ao DN o coordenador do Núcleo para a Vacinação contra a Covid-19, coronel Carlos Penha Gonçalves.

Segundo o militar, também médico veterinário e investigador na área da genética, estima-se que sejam elegíveis agora para a terceira dose de reforço cerca de um milhão de pessoas residentes em Portugal. "Todas as pessoas que tinham a vacinação primária completa e que foram infetadas em dezembro, janeiro e fevereiro, durante a onda provocada pela Ómicron", afirmou ao DN.

O coronel referiu ainda que a metodologia usada será a mesma de sempre, "as pessoas que se vão tornando elegíveis irão receber um SMS a relembrar a data a partir da qual poderão levar a dose de reforço, podendo dirigir-se depois em regime de Casa Aberta a um dos pontos de vacinação a funcionar".

No entanto, sublinha, que, de qualquer forma, todos "irão receber um SMS com agendamento de uma data, hora e local de vacinação para receberem esta dose", tendo de responder SIM ou NÃO.

Recorde-se que, no início de março, e após a maioria da população ter levado a terceira dose e de o processo de vacinação das crianças dos cinco aos 11 anos ter terminado que muitos pontos de vacinação foram desativados, nomeadamente o Centro de Vacinação na Feira Internacional de Lisboa (FIL), no Parque das Nações, ficando a funcionar o pavilhão desportivo da Ajuda, o centro no Templo Hindu, em Telheiras, e os Serviços Sociais da CML, nas Olaias.

Depois desta data, e como a própria diretora-Geral da Saúde, Graça Freitas, referiu ontem, "viveu-se um período de maior acalmia em relação à vacinação, mas o processo não está terminado", aludindo aos infetados da última vaga. Mas não só. O país está a preparar-se também para o início da administração da segunda dose de reforço - a chamada quarta dose -, só destinada a idosos acima dos 80 anos.

Uma medida que foi recomendada pelo Centro Europeu de Controlo e Prevenção de Doenças (ECDC, sigla inglesa) em abril e que já está a ser executada em alguns países. No entanto, por cá, e como afirmou a ministra Marta Temido, na segunda-feira, este processo só terá início entre o final de agosto e o princípio de setembro, embora a diretora-geral tenha deixado ontem claro que há "disponibilidade para antecipar esta vacinação se tal se justificar". Ou seja, "se houver um aumento de número de casos", mas ainda não está definido se esta vacinação decorrerá em centros específicos ou nos centros de saúde.

De acordo com os últimos dados oficiais, Portugal continua com uma média diária de oito mil casos. Na última semana, foram registados 57 267 casos e 119 óbitos. Em relação à vacinação, continua a ser o país da UE com maior número de população vacinada, 94,2%, 62,1% já tem a terceira dose de reforço.

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