UE alerta que poderá bloquear novas exportações de vacinas

Von der Leyen afirmou que esperava a entrega de "100 milhões de doses por mês" de vacinas contra a covid-19 no segundo trimestre na UE, e que o ritmo de entregas se aceleraria.

A União Europeia poderá bloquear novas exportações de vacinas contra a covid-19, alertou esta segunda-feira a Comissão, num mundo desesperado por conseguir as preciosas doses e combater a pandemia, que evolui de forma desigual na Europa.

Enquanto no Reino Unido e na Alemanha começa a ser suspensa parte das restrições impostas após a deteção de novas variantes do coronavírus, a Hungria e a Finlândia decidiram fortalecê-las.

Já do outro lado do Atlântico, as reuniões de pequenos grupos em locais fechados sem máscaras serão permitidas nos Estados Unidos, mas só para pessoas vacinadas, informaram as autoridades sanitárias.

Esta é uma nova notícia para a primeira economia mundial, depois de o Senado ter aprovado no sábado um plano de estímulo de 1,9 biliões de dólares, apresentado pelo presidente Joe Biden para reativá-la.

Os governos tentam encontrar o equilíbrio entre as restrições e a economia, à espera de que a distribuição das vacinas se generalize.

Na UE, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, alertou que o bloco comunitário poderá bloquear outras exportações de vacinas contra a covid-19, depois de a Itália ter retido uma remessa de vacinas destinadas à Austrália.

"Não foi um caso isolado", explicou a chefe do Executivo europeu ao jornal WirtschaftsWoche sobre o caso da Itália, que superou as 100 mil mortes pela covid-19 nesta segunda-feira.

Na quinta-feira, Roma anunciou que tinha bloqueado, com o aval de Bruxelas, a exportação de 250 700 doses da vacina da AstraZeneca, produzidas em território europeu e destinadas à Austrália.

Por outro lado, Von der Leyen afirmou que esperava a entrega de "100 milhões de doses por mês" de vacinas contra a covid-19 no segundo trimestre na UE, e que o ritmo de entregas se aceleraria.

Por enquanto, a UE autorizou as vacinas de BionNTech/Pfizer, AstraZeneca/Oxford e Moderna, e a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) decidirá na quinta-feira se aprova a da Johnson & Johnson.

Além disso, a agência europeia começou a analisar o imunizante russo, Sputnik V.

No entanto, Christa Wirthumer-Hoche, presidente do conselho de direção da EMA, "desaconselhou" os países a UE autorizem esta vacina com caráter de urgência, o que comparou a uma "roleta russa" porque a agência ainda não tem "dados sobre os efeitos colaterais nos vacinados".

A pandemia causou pelo menos 2,5 milhões de mortos no mundo desde dezembro de 2019, segundo um balanço divulgado nesta segunda-feira pela AFP.

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