Todas as ruas vão dar ao Santuário, impossível circular

Há muito mais peregrinos do que os que vieram para a visita de Bento XVI, há sete anos. As autoridades não avançam números, nem validam as expetativas de um milhão de pessoas, apenas confirmam o que se ve: estão cheias as ruas que saem do Santuário de Fátima, atrás da Nossa Senhora da Trindade.

É impossível atravessar o recinto, mesmo para os profissionais da comunicação, alguns com acesso privilegiado às zonas principais do Santuário. Entre os milhares de peregrinos, convidados e trabalhadores, há uma família de refugiados sírios que se encontram na Batalha e puderam estar com o Papa. Pelo meio de tudo isto há muitas fotos a serem tiradas e diretos para as rádios e televisões.

Nas arcadas junto à Basílica da Nossa Senhora do Rosário, por trás do alter do lado esquerdo em frente para a Santíssima Trindade, encontram-se as figuras de Estado.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, mesmo ao lado do Primeiro-Ministro, António Costa, vão trocando palavras nos momentos mortos da celebração. Num segundo espaço de cadeiras, o ex-presidente da República, Ramalho Eanes, e a mulher, Manuela Eanes, entre muitos outros governantes.

Depois um imenso mar de gente, com as primeiras vagas a serem ocupadas por quem se levantou ainda era noite. Houve quem dormisse no recinto, e que acabou por beneficiar de uma mudança nas condições meteorológicas que não foram tão graves como se previa, embora tenha feito muito frio esta madrugada.

Feita a primeira saudação do Papa - que durante a manhã viu e abraçou a criança que os pais dizem ter sido curada devido às preces feitas aos pastorinhos -, sempre com muitas palmas quando termina cada intervenção, o Bispo de Leiria, António Marto, pediu-lhe autorização para proceder à canonização os pastorinhos. Relatou depois as suas vidas, vidas que a maioria dos peregrinos ouviu tantas vezes contar.

Jacinta, sete anos, Francisco, 9, e Lúcia, 10, nascidos em Aljustrel, dizem ter visto a Virgem Maria no dia 13 de maio de 1917. Os mais novos morreram cedo, vítimas da gripe pneumónica (vulgarmente conhecida como a febre espanhola), pandemia que matou milhões de pessoas durante a I Guerra Mundial. E Lúcia viveu no convento do Carmelo, em Coimbra, onde viria a falecer com 97 anos. Factos recordados por D. António Marto. A celebração continua com a homilia do Papa.

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