Todas as reportagens. Da mercearia de bairro ao porto de Lisboa - se eles parassem tudo teria sido mais difícil

Da banca à agricultura, da pesca à higiene urbana. Há setores da sociedade e economia que nunca pararam ao longo deste ano de pandemia e que contornaram dois confinamentos.

O DN mostrou alguns desses setores e trabalhadores essenciais ao longo das últimas semanas. Sem eles e sem aqueles que neles trabalham, este ano atípico teria sido ainda pior. Leia abaixo todas as reportagens e assista aos vídeos.

Porto de Lisboa

A maioria dos bens que consumimos, desde alimentos a vestuário, passando pelo próprio material de proteção contra a covid-19, chega de barco. Se os portos nacionais parassem, "seria um cenário de guerra", com rutura de stocks e escassez de produtos. Madeira e Açores ficariam sem abastecimento. Uma peça na engrenagem, que sofreu as consequências da pandemia, mas que "nunca esteve em risco nem poderá estar em risco".

Piquete de eletricidade

José Cascais e Luís Delgado lidam diariamente com os perigos da eletricidade. E no último ano com o risco de contágio da covid-19. Ao equipamento que já usavam para mexer em cabos e instalações elétricas, as equipas de piquete da E-Redes juntaram as máscaras de proteção individual. E continuam a trabalhar para termos luz.

Pesca

Calita começou miúdo na arte xávega nas praias da Costa da Caparica. Aos 50 anos, já com o corpo a pedir reforma, continua a viver da pesca artesanal. Nos últimos tempos esteve quase três meses sem ir ao mar, por causa das alforrecas e do mau tempo. Mas a pandemia nunca o impediu de pescar na sua Rainha dos Mares.

Funerárias

Em mais de 30 anos à frente de uma agência funerária, Carlos Almeida nunca tinha vivido tempos como os que viveu em janeiro, com um pico de mortes pela covid-19 para o qual o país não estava preparado. Apesar do muito trabalho, o setor das funerárias registou uma quebra na faturação e sentiu-se desamparado.

Bombeiros

Cerca de 85% do serviço de emergência médica em Portugal é feito por corpos de bombeiros voluntários, mesmo que a maioria não tenha compensação financeira pelo serviço que presta ao país. Em Sacavém traçam um retrato das dificuldades que as associações humanitárias de bombeiros enfrentam no dia a dia.

PSP

Para as forças de segurança a pandemia trouxe mais dificuldades e responsabilidades. A fiscalização do cumprimento das restrições no âmbito do estado de emergência e as frequentes alterações legislativas vieram aumentar o trabalho dos agentes. Porque, apesar de os números da criminalidade terem baixado, as ocorrências continuam a existir, alerta o chefe João Dias, da 1.º Divisão da PSP de Lisboa.

Higiene urbana

Bastariam três dias sem limpar que não se poderia andar na rua, tal a quantidade de lixo que se acumularia. A convicção é de Balbina Pinto, um dos elementos da equipa de higiene urbana da Junta de Freguesia de Arroios, Lisboa, que não pode parar durante o confinamento.

Abastecimento de água

O consumo de água sofreu variações com o confinamento, mas na estação de tratamento da EPAL de Vale da Pedra, no Cartaxo, a rotina é a mesma. Com capacidade para tratar 240 mil metros cúbicos de água por dia, é daqui que sai a água que serve Lisboa e os concelhos limítrofes.

Agricultura

O tempo severo, com muita chuva, na região de Loures, atrasou a produção da Alface do Campo, de onde saem diariamente 1.500 quilos de alface. Com ou sem pandemia, esta empresa familiar não pode parar para termos vegetais frescos todos os dias.

Padeiro

José Neves diz que nasceu na padaria e é lá que passa os dias, apesar de o trabalho agora ser pouco. Em pleno confinamento, faz contas aos prejuízos e às toneladas de farinha que tem armazenadas. E a culpa não é de quem passou a fazer pão em casa, mas sim dos hotéis vazios e dos restaurantes fechados.

Merceeiro

Fernando Laje está na Mercearia da Graça, neste bairro lisboeta, há 43 anos. A pandemia levou-lhe os turistas mas, pelo menos, ainda não o obrigou a fechar portas. Quando os supermercados ficaram com horários reduzidos ao fim de semana é que o negócio ficou "um bocadinho mais ativo".

Bancos

No último ano, a banca também teve de se adaptar para responder aos desafios da pandemia. Ajudou famílias e empresas com as moratórias ou as linhas covid, e manteve em pleno funcionamento os serviços mais básicos do dia a dia. E ainda operou uma revolução digital que permitiu aos clientes fazer quase tudo sem sair de casa.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG