Salgado continua sujeito a caução de 1,5 milhões de euros

Tribunal da Relação diz que existem fortes indícios de que o antigo banqueiro tenha concertado estratégias de defesa com outros arguidos.

Ricardo Salgado vai continuar sujeito a uma caução de 1,5 milhões de euros no âmbito do processo BES/GES, decidiu esta segunda-feira o Tribunal da Relação, adianta a SIC Notícias.

O Tribunal entende que continua a existir perigo para a manutenção e veracidade da prova, pois diz que existem fortes indícios de que o antigo banqueiro tenha concertado estratégias de defesa com outros arguidos e que tenham sido falsificados documentos para justificar fluxos financeiros.

Salgado tinha pedido para usar o dinheiro da caução para o pagamento de parte dos quase 11 milhões de euros que lhe eram exigidos num outro processo, relacionado com a Operação Marquês, no qual o antigo presidente do Grupo Espírito Santo (GES) foi condenado na semana passada a seis anos de prisão efetiva por três crimes de abuso de confiança.

No âmbito da investigação ao processo BES/GES foram acusados em julho de 2020 pelo MP 25 arguidos (18 pessoas e sete empresas, nacionais e estrangeiras), destacando-se o antigo presidente do Grupo Espírito Santo (GES), Ricardo Salgado, com 65 crimes de natureza económica e financeira, relacionados com a derrocada do GES, que, segundo o MP, terá causado prejuízos superiores a 11 mil milhões de euros. Já em janeiro deste ano foram acrescentadas mais cinco pessoas ao lote de arguidos.

A instrução do caso do Grupo Espírito Santo (GES) devia ter arrancado a 21 de fevereiro, mas foi adiada para 29 de março no 'Ticão'. A abertura de instrução foi requerida por 16 arguidos e nos autos estão constituídos até ao momento 123 assistentes.

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