Rescaldo da festa do Sporting. Vários feridos, dezenas de pessoas identificadas e três detidos

A PSP avança que foram identificadas 30 pessoas e detidos três indivíduos na sequência dos desacatos durante os festejos dos adeptos do Sporting pela conquista do campeonato nacional.

Os festejos dos adeptos do Sporting, na noite de quarta-feira, pela conquista do campeonato nacional, resultou em três detidos, 30 pessoas identificadas e vários feridos, entre os quais quatro polícias, refere a PSP em comunicado.

"Das desordens ocorridas e do arremesso de objetos perigosos, incluindo garrafas de vidro, pedras e artefactos pirotécnicos, resultaram ferimentos ligeiros em quatro polícias e num canídeo policial", lê-se no documento enviado às redações. Foram também apreendidos 63 engenhos pirotécnicos durante os festejos do Sporting.

Os primeiros confrontos entre adeptos e as forças de segurança verificaram-se nas imediações do Estádio José Alvalade, quando decorria o jogo com o Boavista - encontro garantiu o título nacional ao Sporting pela primeira vez em quase duas décadas -, o que obrigou "ao uso da força pública, incluindo disparos com projéteis menos letais, para fazer cessar aquelas condutas perigosas", refere a PSP.

Cancelar desfile de jogadores teria "impactos negativos"

Os desacatos levaram ao "reforço do dispositivo policial para conter as desordens verificadas que consistiram, nomeadamente, no arremesso, na direção dos polícias, de diversos objetos perigosos, incluindo garrafas de vidro, pedras e artefactos pirotécnicos, que também atingiram outros cidadãos presentes no local".

Ainda assim, optou-se por manter o desfile por Lisboa do autocarro dos jogadores do Sporting e da comitiva do clube de Alvalade, em direção à rotunda do Marquês de Pombal, local onde voltaram a ocorrer confrontos entre adeptos leoninos e as forças de segurança.

Esclarece que a PSP que foi decidido manter o desfile previsto, "depois de ponderar os impactos negativos na ordem e tranquilidade públicas, resultantes da sua anulação".

"Do arremesso de objetos perigosos e do uso da força pública, resultaram ferimentos em diversos cidadãos"

Explica a PSP que "alguns adeptos deliberadamente derrubaram, em vários pontos, o gradeamento metálico ali instalado, comprometendo o perímetro policial e colocando em perigo a integridade física dos polícias e demais presentes".

No Marquês de Pombal, "verificaram-se igualmente reiterados comportamentos hostis e desordeiros por parte de alguns adeptos, relativamente aos polícias que integravam o dispositivo policial", refere a PSP, indicando que voltaram a ser arremessados "diversos objetos perigosos" na direção dos elementos das forças de segurança, "obrigando ao uso da força pública, incluindo disparos com projéteis menos letais, para fazer cessar aquelas condutas perigosas".

A PSP revela que "do arremesso de objetos perigosos e do uso da força pública, resultaram ferimentos em diversos cidadãos, em número que de momento não é possível precisar, sendo que foram prontamente assistidos no local os feridos que foram identificados como tal".

No comunicado, a PSP faz saber que planeou e executou um policiamento "de grande envergadura, em diversas cidades na sua área de responsabilidade territorial", mas em Lisboa "ocorreram diversos festejos que, em alguns locais da cidade, resultaram em alterações relevantes da ordem pública".

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