Portugal sem nenhum caso da nova variante Omicron

Uma nova variante do SARS CoV-2 ( a B.1.1.529, nomeada como Omicron) está a assustar o mundo. Foi identificada no dia 11 de novembro na África do Sul e já se sabe que chegou ao Botsuana, Hong-Kong e Bélgica, mas pode estar em mais países. Em Portugal, o INSA confirmou ao DN que não nenhum caso em território nacional e que "está atento à situação, mantendo o seu programa contínuo de monitorização de variantes a nível nacional."

O mundo foi surpreendido nesta quinta-feira com um anúncio das autoridades sul-africanas sobre ter identificado uma nova variante do SARS CoV-2. A Organização Mundial de Saúde já a declarou como variante de preocupação e deu-lhe o nome de Omicron. A União Europeia, através da presidente Ursula von der Leyen, já veio pedir aos 27 Estados membro que atuem com urgência na definição de medidas para travar a sua propagação no território comunitário.

O DN contactou o Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge, onde é feito, desde o início da pandemia, o "estudo da diversidade genética do novo coronavírus SARS-CoV-2 (COVID-19) em Portugal", com o objetivo principal de determinar os perfis mutacionais do SARS-CoV-2 para identificação e monitorização de cadeias de transmissão, e a resposta confirmou que em Portugal não foi identificado nenhum caso desta nova variante e que o instituto "está atento a esta situação, mantendo o seu programa contínuo de monitorização de variantes a nível nacional".

O que significa que até agora nenhum caso foi detetado. No entanto, e segundo as autoridades belgas, esta nova variante já foi detetada numa mulher, não vacinada, que esteve a viajar pelo Egito.

De acordo com a informação do INSA, "a linhagem B.1.1.529 foi identificada recentemente (novembro) na África do Sul, onde se pensa poder estar associada ao aumento de casos de infeção ali registados. Esta linhagem caracteriza-se por ter um número de mutações na proteína Spike anormalmente elevado, muitas delas já identificadas separadamente noutras variantes, e as quais se pensam poder estar associadas a uma maior transmissibilidade e/ou falha de ligação aos anticorpos".

Questionado sobre se esta nova variante poderá ser mais transmissível e até resistente às vacinas, o INSA responde: "Não existem quaisquer dados que indiquem que esta nova linhagem seja mais transmissível ou possa originar problemas em termos de eficácia vacinal. De facto, nem sempre o aparecimento simultâneo de várias mutações relevantes tem tido consequências fenotípicas, dado que frequentemente se observa o desaparecimento dessas linhagens do panorama epidemiológico pouco depois da sua emergência".

Por agora, o INSA mantém o seu programa contínuo de monitorização de variantes a nível nacional para poder identificar novas introduções do vírus em Portugal, uma monitorização que diz ser "contínua e assentar em amostragens semanais de amplitude nacional".

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