Portugal registou 220 mortes e 175 766 casos de covid-19 na última semana

Em comparação com a semana anterior, o país contabilizou menos 12 óbitos e 11 750 casos, mas registou mais internamentos.

Portugal registou 220 mortes e 175 766 casos de covid-19 entre 24 e 30 de maio, revela o relatório de situação semanal da Direção-Geral da Saúde (DGS).

Em comparação com a semana anterior, o país contabilizou menos 12 óbitos e 11 750 casos.

Segundo o relatório, a faixa etária entre os 40 e os 49 anos foi a que apresentou maior número de casos a sete dias (30.194), seguida das pessoas entre os 50 e os 59 anos (27 584), enquanto as crianças até nove anos foram o grupo com menos infeções (8871) nesta semana.

O boletim refere também que, nestes sete dias, morreram 164 idosos com mais de 80 anos, 35 pessoas entre os 70 e 79 anos, 15 entre os 60 e 69 anos, quatro entre os 50 e 59 anos e duas entre os 40 e 49 anos.

A taxa de incidência é agora de 1 707 casos por 100 mil habitantes, uma redução de 6% face ao período anterior de sete dias, enquanto o R(t) situa-se em 1,00.

Presentemente, encontram-se internadas 2092 pessoas nos hospitais portugueses (mais 250 do que na semana anterior), 107 das quais em unidades de cuidados intensivos (mais oito).

Dos internamentos totais, 865 foram de idosos com mais de 80 anos, seguindo-se a faixa etária dos 70 aos 79 anos (462) e dos 60 aos 69 anos (319). A DGS contabilizou ainda 29 internamentos no grupo etário das crianças até aos nove anos, 12 dos 10 aos 19 anos, 28 dos 20 aos 29 anos, 38 dos 30 aos 39 anos, 76 dos 40 aos 49 anos e 130 dos 50 aos 59 anos.

A região de Lisboa e Vale do Tejo foi a que contabilizou mais casos entre 24 e 30 de maio (67 158), seguida de Norte (59 685), Centro (25 911), Alentejo (7236), Açores (6376), Algarve (5972) e Madeira (3428).

No entanto, foi no Norte que se registaram mais óbitos (83). LVT registou 56, o Centro 50, o Alentejo 11, o Algarve dez, os Açores seis e a Madeira quatro.

Paralelamente, 93% da população tem o esquema de vacinação completo, 62% já recebeu a dose de reforço e 1% já foi imunizado com a segunda dose de reforço. No entanto, apenas 20% do grupo etário de 80 e mais anos é que já recebeu a segunda dose de reforço.

A primeira dose de reforço já foi administrada a 96% dos idosos com mais de 80 anos, a 98% das pessoas entre os 65 e 79 anos, a 84% entre os 50 e 64 anos, a 61% entre os 25 e 49 anos e apenas a 47% no escalão etário entre os 18 e 24 anos.

De acordo com o Relatório de Monitorização da Situação Epidemiológica da COVID-19, do Instituto Ricardo Jorge, "a linhagem BA.5 da variante Omicron é dominante em Portugal, registando uma frequência relativa estimada de 87% no dia 30 de maio de 2022". "Esta linhagem tem revelado uma maior capacidade de transmissão, a qual é potencialmente mediada por mutações adicionais com impacto na entrada do vírus nas células humanas e/ou na sua capacidade de evadir a resposta imunitária", indica a nota enviada às redações.

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