Portugal com mais 598 casos e uma morte nas últimas 24 horas

País contabiliza agora um total de 853 632 casos e 790 recuperados da doença esta terça-feira.

Portugal registou nas últimas 24 horas mais 598 casos e um óbito por covid-19, segundo os dados do boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS) desta terça-feira, 8 de junho.

Nesta altura estão 296 pessoas hospitalizadas, ou seja mais cinco do que na segunda-feira. Há 66 doentes em cuidados intensivos, mais sete do que na véspera.

Esta terça-feira há, no entanto, menos 193 casos ativos, num universo de 23 631. Dos contactos em vigilância há mais 341 pessoas nesta situação.

A região de Lisboa e Vale do Tejo continua a bater todas as outras em número de novos casos, atingindo mais 348 e com o único óbito registado. Segue-se a região norte, com 129; a do centro com 60; a do Alentejo com mais 20 novos casos de infeção por covid-19; e a do Algarve com mais 18.

Na região autónoma dos Açores há mais 14 novos casos e na da Madeira apenas 9.

A matriz de risco já tinha sido revista na segunda-feira e o R (t) está nos 1,07 a nível nacional e a incidência nos 72,2 casos de infeção por SARS-CoV2 por 100 mil habitantes.

Espanha corrige norma que exigia testes nas fronteiras terrestres

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, anunciou que Espanha vai corrigir esta terça-feira a norma que obrigava a apresentação de prova de vacinação contra a covid-19 ou teste negativo nas fronteiras terrestres com Portugal.

"Tivemos contactos muito intensos a todos os níveis com o governo espanhol durante a tarde e a noite de ontem [segunda-feira] e ainda durante a noite de ontem recebemos a confirmação por parte das autoridades espanholas que, de facto, se tratava de um lapso que iria ser corrigido esta terça-feira e, portanto, é isso que vai acontecer", disse Augusto Santos Silva, em declarações à agência Lusa.

O governante explicou que se tratou de uma resolução de um serviço técnico da Direção-Geral de Saúde de Espanha que "não teve em conta, involuntariamente, o facto de a gestão de uma fronteira não ser apenas responsabilidade das autoridades sanitárias, mas também das autoridades políticas e administrativas, designadamente dos ministérios da Administração Interna respetivos".

"O que é decisivo aqui é que, em primeiro lugar, continua a nossa muito boa prática de gestão conjunta e coordenada da fronteira comum e, portanto, as decisões que são tomadas sobre a fronteira comum são tomadas coordenadamente entre os dois governos)", disse o ministro.

Augusto Santos Silva acrescentou: "a circulação terrestre entre Portugal e Espanha continuará facilitada visto que a situação epidemiológica assim o permite, não sendo exigido a cada um dos cidadãos de ambos os países que circulam na respetiva fronteira a apresentação de teste negativo".

"Já houve alturas mais críticas em que a fronteira chegou a estar fechada, mas quando foi fechada foi fechada porque os dois governos assim o entenderam", adiantou o ministro.

Na última semana, Lisboa tinha 138 surtos ativos. Foram realizados 37 mil testes

Semana a semana, desde o início do mês de maio, a região de Lisboa e vale do Tejo tem vindo a registar uma tendência de subida no número de casos com covid-19. Não é novidade, mas a situação tem vindo a agravar-se, sobretudo no concelho de Lisboa, apesar dos muitos apelos dos especialistas e da autarquia para o cumprimento das regras individuais, como o uso de máscara e o distanciamento físico. O aumento de casos está a registar-se sobretudo nas faixas etárias mais jovens e devido a contágios em contextos de reuniões sociais, mas, neste momento, as autoridades já estão a alertar também para o contágio em reuniões familiares, casamentos, batizados, escolas e no contexto laboral.

Segundo dados fornecidos ao DN pela Direção-Geral da Saúde (DGS), no dia 4 de junho a capital já estava com uma incidência cumulativa a 14 dias de 187 casos por 100 mil habitantes e, um dia antes, 3 de junho, o Departamento de Saúde Pública de Lisboa e Vale do Tejo, tinha registo de 138 surtos ativos em Lisboa e em diferentes contextos, como refere a DGS, "nomeadamente familiares/sociais, escolares ou laborais".

Muitos dos casos surgiram pelo reforço na testagem realizada pelas equipas fixas e móveis em várias áreas, mas não só. De acordo com o que o DN apurou no terreno, "há também um aumento de contágio, porque há casos que nos estão a chegar de pessoas com sintomatologia e não só pela testagem oportunística".

Nesta semana, o Conselho de Ministros deverá decidir se Lisboa avança para a próxima fase de desconfinamento, passando a ter restaurantes abertos até à 01h00 e o comércio com horário normal ou não. Mas perante a incidência registada, tal não deverá acontecer, pois os critérios impostos pelo governo é de suspender o avanço no caso de uma incidência cumulativa a 14 dias de 120 casos por 100 mil habitantes ou de regredir no caso de uma incidência de 240 casos por 100 mil habitantes. Esta é a grande preocupação e o risco que a capital corre se não conseguir baixar durante esta semana o índice de transmissibilidade. O que ainda não aconteceu na última semana.

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