Mais 4387 casos, menos de metade do que há uma semana, e 161 mortes

Boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde dá conta que nesta quarta-feira número de novos casos é menos de metade de há uma semana, quando se registaram 9083 casos. Os internamentos também continuam a descer, desde o dia 23 janeiro que o número não era tão baixo. Hoje há registo de 5829 internados, 853 em UCI, menos 241 do que ontem e menos nove em UCI.

Portugal confirmou, nas últimas 24 horas, 4387 novos casos de covid-19 e 161 óbitos, de acordo com o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS) desta quarta-feira (10 de fevereiro), menos de metade dos que se registaram na última quarta-feira, dia 3 de fevereiro, 9083.

De acordo com o boletim diário da DGS, a tendência de descida a nível de internamentos mantém-se também há quatro dias e desde o dia 23 de janeiro que não havia registo de um número abaixo dos 6000 internados. Nesta quarta-feira, o número de internados é de 5829, menos 241 do que no dia anterior. Destes, 853 estão em Unidades de Cuidados Intensivos, menos nove do que ontem. Quanto ao número de óbitos é também o mais baixo desde o dia 17 janeiro, quando se registaram 152.

Neste momento, há 123 312 casos ativos, menos 4555 do que nesta terça-feira, e 162 566 casos de vigilância, menos 8988 do que ontem.

Os recuperados continuam a aumentar, nas últimas 24 horas há a registar mais 8781 casos de recuperados, que se juntam a um total de de 636 859, desde o início da pandemia.

A nível de regiões, o número de novos casos tem vindo a descer em todas, mas Lisboa e Vale do Tejo continua à frente com 2192 novos casos nas últimas 24 horas. O Norte registou 1050, o Centro 775, o Alentejo 185 e o Algarve 129.

O número de óbitos é igualmente maior em Lisboa, 77, no Norte 33, no Centro 31, no Alentejo 12 e no Algarve 6. As ilhas da Madeira e dos Açores registaram apenas um óbito cada uma.

O país soma um total de 774 889 infetados desde o início da pandemia e mais de 14781 óbitos provocadas pelo novo coronavírus SARS CoV-2.

No mundo, nas últimas 24 horas, e de acordo com um balanço feito pela AFP, morreram 14 659 apor covid-19 e mais 418 905 novos casos. No total soma quase 107 milhões de casos e 2,3 milhões de mortes.

Governo evita sinais de alívio, mas o consenso tem prazo marcado

Ajuste na estratégia, não dar sinais de alívio e não criar expectativas - é sob estes princípio que o Governo se prepara para legislar esta semana mais 15 dias de estado de emergência, sem alterações relevantes face às regras atualmente em vigor. Sem contestação, o país vai continuar em confinamento, para já, até à última semana de fevereiro. Mas, a partir daí, o quadro pode ser diferente.

Ontem, após a reunião no Infarmed que voltou a juntar os especialistas na avaliação da pandemia, a ministra da Saúde, Marta Temido, apontou para a manutenção das medidas de confinamento até meados de março. No período dedicado a perguntas, o primeiro-ministro chegou a falar no final do próximo mês. Numa mensagem que publicou depois na rede social Twitter, António Costa escreveu que os "elevados níveis da pandemia requerem o prolongamento do atual nível de confinamento", sem especificar datas.

No Governo quer-se evitar a todo o custo qualquer mensagem de suavização das medidas restritivas, numa altura em que o número de pessoas hospitalizadas e o número de internados em cuidados intensivos continuam a pôr o Serviço Nacional de Saúde sob enorme pressão. "Abrir cedo de mais é um grande risco que tem que se conter", sublinha fonte do Executivo, lembrando que é preciso acautelar quer um recrudescimento dos casos, quer um cenário em que o número de contágios estabiliza "num planalto", continuando a pressionar os serviços de saúde.

O que significa que, para já, não haverá novidades sobre qualquer alívio de restrições. Mas a situação voltará a ser avaliada no final do mês, já com uma evolução sustentada dos números. Nessa altura poderá então ser avançada alguma calendarização de medidas, com uma certeza: os estabelecimentos do pré-escolar e do primeiro ciclo estarão na linha da frente da reabertura.

Von der Leyen admite que UE foi "demasiado otimista" quanto ao ritmo de produção de vacinas

A presidente da Comissão Europeia disse esta quarta-feira que a União Europeia (UE) foi "demasiado otimista" quanto ao ritmo de produção de vacinas contra a covid-19, apelando à indústria farmacêutica para "se adaptar ao ritmo acelerado da ciência".

"Esta luta contra o vírus não está [a ser] como gostaríamos. Demorámos mais tempo na autorização e fomos demasiado otimistas na produção de vacinas e talvez tenhamos mostrado uma confiança de que o produto iria chegar atempadamente e, portanto, temos de tirar ilações", declarou Ursula Von der Leyen.

A presidente da Comissão Europeia, que falava na sessão plenária do Parlamento Europeu, em Bruxelas, para fazer um ponto de situação relativamente à estratégia da UE sobre a vacinação contra a covid-19 após várias polémicas com as farmacêuticas, insistiu que o bloco comunitário "substimou as dificuldades da produção em grande escala destas vacinas".

Notando que, normalmente, "é preciso cinco a 10 anos" para criar uma vacina e que, desta vez, "isso foi feito em 10 meses", a líder do executivo comunitário vincou que "a ciência ultrapassou a indústria" ao ter conseguido este "grande êxito".

Ursula von der Leyen instou, por isso, as empresas farmacêuticas a "adaptarem-se ao ritmo acelerado da ciência".

Ainda assim, fez questão de sublinhar que "a vacinação na Europa ganhou já um determinado ritmo", apontando que, até ao momento, foram já vacinadas mais de 70 milhões de pessoas.

"E podemos conseguir que uma parte substancial da população adulta da UE seja vacinada até final do verão", adiantou.

O debate decorre numa altura de tensão entre Bruxelas e as farmacêuticas, que não deverão entregar as doses acordadas com a Comissão Europeia para estes primeiros meses de 2021 por não terem capacidade de produção suficiente para os 27 Estados-membros, o que já levou a atrasos na distribuição.

Infarmed manda retirar do mercado máscaras da marca Famapro

O Infarmed mandou retirar do mercado máscaras cirúrgicas tipo IIR, da marca Famapro, por apresentarem indevidamente a marcação CE e não haver evidência de cumprirem todos os requisitos legais aplicáveis a nível europeu.

Em comunicado, a Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde explica que as máscaras, fabricadas pela empresa "Nah Anh Equipment Trading Production Co. Ltd., com mandatário Seamodal Cargo, Lda.," ostentando marcação CE indevida, apresentam ainda documentação técnica incompleta.

Por isso, o Infarmed decidiu suspender a comercialização e ordenar a retirada do mercado, lembrando que as entidades que tenham máscaras deste tipo "não as devem utilizar e devem entrar em contacto com o mandatário".

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