Internamentos e R(t) sobem. Incidência continua em queda

O boletim da DGS indica que nas últimas 24 horas houve 5606 novos casos de covid-19 em Portugal e mais 17 mortos. Há agora 1250 doentes nos hospitais, dos quais 81 em UCI.

O boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS) divulgado esta segunda-feira indica que Portugal registou mais 17 mortes e 5606 novos casos de covid-19 nas últimas 24 horas.

A maioria dos novos casos do dia foi registado em Lisboa e Vale do Tejo (2407), seguido por Norte (991), Centro (739), Madeira (558), Algarve (432), Alentejo (299) e Açores (180).

No que diz respeito a óbitos, Lisboa e Vale do Tejo declarou seis mortos devido à doença, o Centro contabilizou cinco, no Norte foram três, na Madeira houve dois e uma pessoa não resistiu à doença no Alentejo.

No que diz respeito a hospitais, há agora 1250 doentes internados (mais 42 que no dia anterior), dos quais 81 em unidades de cuidados intensivos (menos um do que na véspera).

Em dia de atualização da matriz de risco, de acordo com os dados disponibilizados pela DGS, regista-se uma diminuição da incidência, que é agora de 1398,1 casos de infeção por SARS-CoV-2/ COVID-19 por 100 000 habitantes a nível nacional (era de 1512,7 na sexta-feira). Já no continente é de 1316,3 casos (era de 1432,4).

Já o R(t) no território nacional é de 0,84 (era de 0,78 na sexta-feira) e de 0,83 continente (era de 0,76), ou seja, mantém-se a tendência de subida.

Há neste momento 472 781 casos ativos da doença em Portugal, menos 5367 que no dia anterior.

Foram ainda registados mais 10 956 doentes recuperados da covid-19.

Número de mortes ultrapassa os seis milhões em todo o mundo

A pandemia de covid-19 já causou a morte de mais de seis milhões de pessoas em todo o mundo, desde a deteção da doença na China em dezembro de 2019, segundo dados esta segunda-feira divulgados pela Universidade Johns Hopkins.

O último milhão de mortes ocorreu durante os últimos quatro meses, de acordo com a contagem efetuada pela Universidade Johns Hopkins, dos Estados Unidos.

Numa altura em que as viagens internacionais começam a ser retomadas, os valores indicam que muitos países ainda continuam a enfrentar a pandemia do novo coronavírus.

As ilhas do Pacífico, protegidas pelo próprio isolamento natural, estão neste momento a enfrentar os primeiros surtos e mortes provocadas pela variante Ómicron de covid-19.

A Região Administrativa Especial de Hong Kong, sul da República Popular da China, regista um aumento de óbitos por covid-19, tendo as autoridades locais iniciado um processo de testagem a toda a população, constituída por 7,5 milhões de pessoas.

A testagem em Hong Kong ocorre na mesma altura em que a República Popular da China "decretou" a estratégia "covid-zero".

A taxa de mortalidade associada ao SARS-CoV-2 continua elevada na Polónia, Hungria, Roménia e em outros Estados da Europa de leste, situação que se agravou com a chegada de 1,5 milhões de refugiados de guerra da Ucrânia.

Na Ucrânia, país que enfrenta uma invasão militar da Rússia iniciada em 24 de fevereiro, a taxa de vacinação era baixa e registavam-se elevados níveis de mortalidade e de casos relacionados com covid-19.

Os Estados Unidos contabilizam quase um milhão de mortes por covid-19, sendo o país mais afetado pela doença, em todo o mundo.

Apesar do número elevado de mortes em todo o mundo - seis milhões de óbitos (mais do que as populações de Berlim e Bruxelas juntas ou de todo o Estado norte-americano de Maryland), os especialistas alertam que o valor real pode ser superior.

Devido à falta de testagem em muitas regiões, a nível global, muitas mortes não estão a ser atribuídas à covid-19, assim como se registam óbitos por falta de cuidados médicos de emergência.

De acordo com uma análise publicada pela revista The Economist, citada pela agência Associated Press, o número real de mortes provocadas pelo novo coronavírus situa-se entre os 14 milhões e os 23,5 milhões, em todo o mundo.

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