Taxa de incidência dispara num dia com 6334 novos casos

De acordo com o boletim da DSG, foram declarados seis mortos nas últimas 24 horas. O número de internados subiu para os 914 e há agora 150 doentes em UCI. Maioria das infeções em Lisboa e Vale do Tejo e na região Norte.

Portugal registou 16 mortes e 6334 novos casos de covid-19 nas últimas 24 horas, de acordo com o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS) desta segunda-feira (27 de dezembro).

A região de Lisboa e Vale do Tejo foi a que registou mais novos casos, totalizando 3193, seguindo-se o Norte com 2043, Centro com 491, Madeira com 230, Algarve com 198, Alentejo com 124 e Açores com 55.

No que diz respeito a óbitos, na região Centro foram declarados seis, mais um que em Lisboa e Vale do Tejo. No Norte registaram-se três mortos e no Algarve houve duas vítimas.

Há agora 914 infetados internados em hospitais (mais 36 do que na véspera), dos quais 150 (menos um) em unidades de cuidados intensivos.

Há neste momento 105 614 casos ativos da doença em Portugal (mais 3895 do que no dia anterior), estando ainda 127 669 contactos em vigilância (mais 3492).

A taxa de incidência da doença subiu de forma significativa, tendo passado dos 630,8 casos de infeção por 100 mil habitantes para os 804,3 em todo o território, enquanto no continente passou dos 633,1 para os 807,4 casos.

No que diz respeito ao R(t) passou dos 1,11 para os 1,23.

Vacinação na UE começou há um ano e já chegou a mais de 78% dos adultos

A vacinação na União Europeia (UE) arrancou há precisamente um ano, estando mais de 78% dos adultos totalmente vacinados, assinalou esta segunda-feira a presidente da Comissão Europeia, pedindo que os Estados-membros continuem este "longo caminho" com doses de reforço.

"Exatamente há um ano, as campanhas de vacinação contra a covid-19 começaram em toda a Europa e percorremos um longo caminho no espaço de um ano: mais de 78% dos adultos na União Europeia estão agora [totalmente] vacinados", declarou a líder do executivo comunitário, Ursula von der Leyen, numa mensagem em vídeo divulgada esta segunda-feira.

Na publicação feita na rede social Twitter, a responsável vincou que o atual "aumento do número de infeções e em particular a rápida propagação da [variante] Ómicron tornam a vacinação ainda mais importante".

"A vacinação, incluindo as doses de reforço, são atualmente a nossa melhor proteção. Temos doses suficientes para que todos possam ser vacinados e receber uma vacina de reforço, portanto, protejamo-nos a nós próprios e aos outros", apelou Ursula von der Leyen.

"Esta é a nossa melhor hipótese de vencer este vírus", salientou a responsável.

Na mesma mensagem, a líder do executivo comunitário aproveitou ainda para agradecer a todos os profissionais do setor da saúde por trabalharem durante horas a fio "para administrar as vacinas" e também para cuidar dos doentes infetados.

Dados do Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC) sobre a vacinação na UE revelam que 79,1% da população adulta no espaço comunitário está totalmente vacinada, percentagem que é de 67,8% se forem consideradas todas as faixas etárias.

Em termos absolutos, os dados do ECDC -- que têm por base as notificações dos Estados-membros e estão disponíveis no 'site' da agência sobre vacinação -- revelam que 289 milhões de adultos na UE estão totalmente vacinados.

Quanto à população total, são 303 milhões os totalmente inoculados.

Hospital israelita começa ensaio clínico com quarta dose da vacina

O hospital Sheba de Israel inicia esta segunda-feira um ensaio clínico para testar a eficácia da quarta dose da vacina BioNTech/Pfizer contra a covid-19 em seis mil pessoas, incluindo 150 profissionais de saúde.

O estudo, o primeiro deste tipo no mundo, está a ser realizado em coordenação com o Ministério da Saúde israelita, que aguarda os resultados para começar a administrar a quarta dose à população com mais de 60 anos, com problemas de imunidade e trabalhadores da saúde, tal como recomendado na semana passada pelo comité de peritos que aconselha o Governo na resposta à pandemia da covid-19.

"Este estudo vai testar o efeito da quarta dose de vacina no nível de anticorpos, prevenção da infeção e verificar a sua segurança", disse o professor Gili Regev-Yochay, um médico do Sheba, nos arredores de Telavive.

O estudo devia ter começado há 15 dias, com um grupo mais pequeno, mas foi adiado por não ter recebido as aprovações necessárias.

"Espera-se que este estudo venha a esclarecer o benefício adicional de uma quarta dose e nos leve a compreender se vale a pena dar uma quarta dose e a quem", acrescentou o médico.

Depois de o comité consultivo de peritos ter aconselhado o início da campanha para a quarta dose em Israel, o primeiro-ministro israelita, Naftali Benet, prometeu iniciar o "plano imediatamente" para conter a quinta vaga da pandemia e a propagação da variante Ómicron.

A campanha foi anunciada para começar no domingo, mas foi atrasada pelo Ministério da Saúde, na sequência da revisão de dados preliminares que sugerem que infetados com a variante Ómicron têm entre 50 e 70% menos probabilidades de precisar de hospitalização do que doentes com a variante Delta.

O diretor-geral do ministério, Nachman Ash, ainda não deu "luz verde" para o início da quarta campanha de vacinação, estando a analisar estudos e dados disponíveis até à data, tais como os da Agência de Segurança da Saúde do Reino Unido, de acordo com os quais a variante Ómicron produz doenças mais ligeiras, embora se espalhe mais rapidamente e seja mais evasivo à vacina.

Nachman Ash deverá tomar uma decisão ainda esta semana, não estando excluída a rejeição da recomendação do comité consultivo de peritos.

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