Portugal - um país virado para o mar

Dados avançados pela Pordata, a base estatística da Fundação Francisco Manuel dos Santos, a propósito da Conferência dos Oceanos, que decorre ao longo desta semana em Lisboa, ilustram a relação de Portugal com o mar, uma ligação umbilical que moldou profundamente os quase 900 anos de história do país.

Mais de metade da população portuguesa - 5,3 milhões de pessoas - vive em municípios com orla costeira, apesar de estes representarem apenas 23% do território nacional. E é também o litoral que acolhe a maior fatia da atividade turística no país, concentrando 57% dos alojamentos turísticos e 79% das dormidas (20 milhões de um total de 25,7 milhões de dormidas).

Dados avançados pela Pordata, a base estatística da Fundação Francisco Manuel dos Santos, a propósito da Conferência dos Oceanos, que decorre ao longo desta semana em Lisboa, ilustram a relação de Portugal com o mar, uma ligação umbilical que moldou profundamente os quase 900 anos de história do país.

E que continua a ter eco nos números atuais. Portugal é o país da União Europeia com a terceira maior área marinha protegida. São 77 mil km2 de área protegida, atrás da França (140 mil) e da Espanha (128 mil km2).

No plano económico, o mar é, de forma esmagadora, a principal via para o transporte internacional de mercadorias em Portugal - 78% contra 20% feito por via rodoviária.

Já a atividade piscatória tem vindo a perder pescadores e embarcações: atualmente há no país 14 917 pescadores, metade dos que estavam registados em 1995, e 7655 embarcações de pesca, metade das que existiam em 1990.

Em 2021 foram pescadas em águas portuguesas 140,6 mil toneladas de peixe. O mais pescado foi a sardinha: 26,7 mil toneladas (19% do total). Segue-se a cavala, com 22,9 mil toneladas (16%) e o carapau, com 16,6 mil toneladas (12%).

susete.francisco@dn.pt

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