Numa semana, incidência baixou mais de 1200 casos por 100 mil habitantes

Tendência de descida acentuou-se esta semana. No entanto, relatório das linhas vermelhas alerta que atividade epidemiológica ainda é elevada

Na semana de 6 a 13 de fevereiro, acentuou-se a tendência de descida da incidência e o do nível de transmissão da covid-19 a nível nacional. Basta referir que há uma semana a incidência nacional estava em 7163,7 por 100 mil habitantes e no continente em 7207,0 e, ontem, já estava, respetivamente, em 6099,5 e em 6133,0. O que significa que no país houve menos 1264,2 casos de infeção por 100 mil habitantes e no continente menos 1174,0 por 100 mil habitantes.

Outra descida que se registou de forma acentuada durante esta semana foi a do índice de transmissibilidade, que há uma semana estava em 1.05 e ontem já estava abaixo de 1 (0,85), o que é também indicador de que o país já passou o pico desta da onda e que caminha para uma fase de estabilização do número de casos.

De acordo com os dados divulgados ontem pela Direção-geral da Saúde (DGS), Portugal registou 16 132 novas infeções de covid-19, o número mais baixo desde o dia 3 de janeiro, uma segunda-feira, em que se registaram 10 554 casos. Há semana, domingo 6 de fevereiro, foi registado quase o dobro dos casos, 31 431, sendo então o total de infetados 2 915 971, enquanto ontem este total já estava em 3 085 260. Numa semana foram diagnosticados mais 169 289 casos.

Em relação aos óbitos, o número também desceu em relação ao dia homólogo. Ontem, o boletim indicava 38 mortes, no domingo anterior 51. O total nacional é agora de 20 530 óbitos, há uma semana era de 20 222 - 308 mortes devido à covid-19 nesta semana.

A nível de internamentos, e apesar de os especialistas considerarem que tem havido uma estabilização nestes números, a descida durante esta semana é significativa. Ontem, havia 2298 pessoas internadas, mais 66 do que no sábado, das quais 155 em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI), menos cinco do que no dia anterior. No domingo 6 fevereiro, havia 2511 internados, mais 102 do que nas 24 horas antes, dos quais 180 em UCI, mais 11 do que no sábado.

O número de casos ativos de ontem, em relação ao dia homólogo, também diminuiu em 61 082 casos. Ontem havia 569 728 casos ativos, no dia 6 eram 628 810. Em relação aos casos em vigilância ontem eram 602 483, no domingo anterior eram 664 442, menos 61 959 casos.

Outro indicador que revela descida é o da positividade na testagem. O relatório das Linhas Vermelhas do INSA, divulgado na sexta-feira, revela que, nesta semana, a positividade desceu de 19,0% para 18,3%, embora esteja ainda muito acima do limiar definido de 4,0%.

O relatório revela que a linhagem BA.1 da variante Ómicron é dominante em Portugal, tendo registado uma frequência relativa acima de 90% nas últimas semanas. No entanto, esta frequência tem vindo a decrescer gradualmente, em particular na última semana, podendo dever-se ao progressivo aumento de circulação da linhagem BA.2.

A análise dos vários indicadores demonstra uma atividade epidémica de SARS-CoV-2 de intensidade muito elevada", embora com "tendência decrescente em todas as regiões".

Mortalidade com impacto elevado

O relatório das Linhas Vermelhas, publicado na sexta-feira, para a covid-19 indica que a média de óbitos a 14 dias por milhão de habitantes é de 62,9. Um valor que corresponde a uma classificação do impacto da pandemia como muito elevado.

Contudo, os cidadãos com um esquema vacinal completo tiveram um risco de internamento duas a cinco vezes menor do que os cidadãos não vacinados, entre o total de pessoas infetadas em novembro.

Os cidadãos com um esquema vacinal completo tiveram um risco de morte três a seis vezes menor do que os não vacinados, entre o total de infetados em dezembro. Na população com 80 e mais anos, a dose de reforço reduziu o risco de morte por covid-19 para quase seis vezes em relação a quem tem o esquema vacinal primário completo.

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