Já estão na Base Aérea de Monte Real os dois dois aviões Canadair para combate aos incêndios que Portugal recebeu de Marrocos ao abrigo do mecanismo de cooperação bilateral.O protocolo de cooperação com Marrocos em matéria de proteção civil foi acionado esta segunda-feira, “de imediato”, na sequência da avaria dos Canadair afetos ao dispositivo de combate.As duas aeronaves passarão a integrar o Dispositivo Especial de Combate aos Incêndios Rurais (DECIR) até ao final desta semana e serão operacionalizadas a partir da Base Aérea de Monte Real..Doze distritos de Portugal continental estão sob aviso laranja por causa do calor, a maioria até ao final do dia de quinta-feira, anunciou hoje o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).Bragança, Évora, Guarda, Beja, Castelo Branco e Portalegre estão sob aviso laranja, o segundo mais grave, devido à “persistência de valores muito elevados da temperatura máxima", que vai permanecer até às 18:00 de quinta-feira.Já os distritos de Viseu e Vila Real passam a amarelo a partir das 18:00 de terça-feira, regressando ao aviso laranja entre as 06:00 e 18:00 de quinta-feira, referiu o IPMA em comunicado.O aviso laranja para Faro, Setúbal, Santarém e Lisboa termina às 18:00 de terça-feira, passando estes distritos a aviso amarelo até às 18:00 de quinta-feira.Porto, Viana do Castelo e Braga estão sob aviso amarelo até às 18:00 de quinta-feira, enquanto em Coimbra, Aveiro e Leiria o aviso vigora até às 18:00 de terça-feira e entre as 06:00 e 18:00 de quinta-feira.O Governo renovou a situação de alerta no país até quarta-feira, dia 13 de agosto, devido ao risco de incêndio florestal.A renovação da situação de alerta tem como base dois motivos principais: a continuação de temperaturas elevadas em todo o país para os próximos dias e a diminuição de ignições devido às proibições determinadas.Entre as medidas em vigor estão a proibição de acesso, circulação e permanência no interior dos espaços florestais, de acordo com os Planos Municipais de Defesa da Floresta Contra Incêndios, bem como a realização de queimas e queimadas, ficando igualmente suspensas as autorizações emitidas para esse período.A situação de alerta implica também a proibição de realização de trabalhos nos espaços florestais e rurais com o recurso a maquinaria e o uso de fogo de artifício e outros artefactos pirotécnicos. Neste caso, também as autorizações já emitidas ficam suspensas..A reativação forte hoje do incêndio na serra do Alvão obrigou a um reforço e ao reposicionamento de meios de combate, disse o segundo comandante sub-regional do Douro, garantindo que as aldeias estão livres de perigo.José Requeijo disse que, por causa da reativação, algumas aldeias tiveram que ser defendidas e referiu que, pelas 21:00, estavam “livres de perigo”.A reativação aconteceu entre Borbela e Outeiro, onde bateu perto de casas, e o fogo progrediu para Cravelas e Testeira.“Está a arder, mas com meios a combater e o perigo para as populações está afastado. Agora voltamos para as operações de combate e tentar resolver isto o mais rápido possível”, afirmou o comandante.Ao final da tarde, os meios aéreos ajudaram a diminuir a progressão do incêndio, e agora, está-se a fazer o reforço com meios terrestres, estando a chegar mais grupos de combate, explicou.“Temos aqui perspetiva de melhoria nas próximas horas”, referiu.Relativamente à reativação, José Requeijo disse que “são pontos quentes que se vão mantendo e que estão com muita temperatura”.“O dia foi muito quente, houve um aumento da velocidade do vento e quando a reativação surgiu os meios estavam próximos, foram logo para o local, mas não houve capacidade de extinção e provocou que houvesse um aumento da intensidade e progressão da linha de fogo”, referiu.O incêndio deflagrou a 02 de agosto, em Sirarelhos, e entrou em resolução por duas vezes, na quarta-feira e na madrugada de hoje.Segundo a página da Internet da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), pelas 21:00 estavam mobilizados para o combate a este fogo 324 operacionais e 107 meios aéreos..Portugal continental registou hoje 65 incêndios rurais até às 17:00, nos quais estiveram envolvidos 1.735 operacionais, segundo a Proteção Civil, que destaca como mais preocupantes os incêndios em Vila Real, Trancoso, Covilhã e Tabuaço.José Ribeiro, segundo Comandante Nacional da Autoridade de Emergência e Proteção Civil, disse que os quatro maiores incêndios envolviam ao fim do dia de hoje 1.625 operacionais, ajudados por 528 veículos e 28 meios aéreos.Num balanço feito depois das 19:00 de hoje, na Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), o responsável disse também que foi elevado o estado de prontidão especial para nível 4 em todo o país, a manter-se até quarta-feira.. O presidente da Câmara de Vila Real afirmou hoje que “está na hora” de ouvir a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil e o Governo sobre o incêndio que há 10 dias consome o concelho em “lume brando”.“Relembro que hoje é o décimo dia deste incêndio, o décimo dia. Como é que um país tão pequeno (…) se permite que durante 10 dias nós estejamos a ser consumidos em lume brando”, afirmou Alexandre Favaios.O autarca que falava aos jornalistas a propósito de uma forte reativação verificada esta tarde, no incêndio que deflagrou a 02 de agosto em Sirarelhos e há entrou em resolução por duas vezes.Já no domingo à noite o autarca apelou a um forte reforço de meios para o combate ao fogo que, em 10 dias, passou por 17 aldeias deste concelho, incluindo área do Parque Natural do Alvão (PNA), e apelou também a que os meios se mantivessem no terreno.“Bem, o dia de hoje mostra que nós tínhamos razão. De facto, nós temos ouvido durante muito tempo que esta situação estava controlada”, referiu.Acrescentou: - “Está na altura da ANEPC, a Coordenação Nacional, dizer alguma coisa, está na altura de a senhora ministra, que disse ao país que estávamos todos preparados, que os meios eram suficientes, percebemos hoje que, afinal de contas, assim não era, está na altura de ouvir o seu primeiro-ministro dizer alguma coisa a esta população que ainda hoje está no sobressalto que se verifica”..O Ministério da Administração Interna acionou de imediato o mecanismo de cooperação bilateral em matéria de proteção civil estabelecido com o Reino de Marrocos, que "respondeu prontamente" e disponibilizou duas aeronaves do tipo Canadair.Os dois aviões de combate a incêndios vão chegar a território nacional ainda esta segunda-feira e passarão a integrar o Dispositivo Especial de Combate aos Incêndios Rurais (DECIR) até ao final desta semana, informou o ministério tutelado por Maria Lúcia Amaral num comunicado enviado às redações.As aeronaves serão operacionalizadas a partir da Base Aérea de Monte Real."Embora Portugal tenha, inicialmente, procurado uma solução bilateral com o Reino de Espanha, esta não se afigurou possível devido ao agravamento da situação dos incêndios rurais neste país", explicou o MAI..A Avincis, empresa responsável pelos aviões Canadair a operar em Portugal no combate aos incêndios, disse estar a trabalhar para trazer “o mais rapidamente possível” para Portugal duas aeronaves para substituição das que estão inoperacionais."Esta é uma situação sem precedentes e estamos a dar o nosso melhor para trazer duas aeronaves de substituição o mais rapidamente possível para Portugal, provenientes de uma das nossas outras bases na Europa. A nossa prioridade é a segurança da população e das comunidades locais na luta contra os incêndios que têm afetado o país nas últimas semanas", adiantou a Avincis em resposta à Lusa.A empresa não avançou, no entanto, datas concretas para a chegada das aeronaves a Portugal e não esclareceu desde quando nem quais as razões para os aviões pesados de combate a incêndios florestais estarem inoperacionais..José Luís Carneiro recordou que "tinha avisado" que o Governo devia ter ativado os mecanismos de cooperação com a União Europeia para preposicionar aeronaves para o combate aos incêndios.Estas declarações do líder do Partido Socialista surgem na sequência da notícia de que os aviões pesados de combate a incêndios florestais Canadair de que Portugal dispõe estão fora de serviço..Os incêndios rurais já consumiram este ano quase 60.000 hectares e cerca de 15.000 hectares arderam desde domingo, segundo o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).Dados provisórios do ICNF dão conta que, entre 01 de janeiro e hoje, deflagram 5.766 incêndios rurais que provocaram 59.597 hectares de área ardida, 50% dos quais em mato, 40% em povoamentos florestais e 10% em áreas agrícolas.As estatísticas do Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais (SGIFR), da responsabilidade da Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais (AGIF), indicam que até sábado tinham ardido 44.829 hectares, o que significa que desde domingo e até ao início do dia de hoje foram consumidos pelas chamas 14.768 hectares.A maioria dos incêndios deste ano têm deflagrado nas regiões do norte e centro do país e desde 26 de julho já arderam cerca de 40.000 hectares.Portugal está em situação de alerta devido ao risco de incêndio rural há uma semana..Mais de 2.470 operacionais combatiam, pelas 16:30 de hoje, 56 fogos em Portugal continental, dos quais a proteção Civil destacava como mais preocupantes os incêndios em Tabuaço, Covilhã e Trancoso.Segundo a página da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil na internet, os 56 fogos que lavravam no continente ocupavam 2.473 operacionais, 757 meios terrestres e 29 meios aéreos.Os incêndios em Tabuaço (Viseu), Covilhã (Castelo Branco) e Trancoso (Guarda) estavam em curso, enquanto outros dois incêndios de dimensões significativas - em Moimenta da Beira (Viseu) e Vila Real – se encontravam em resolução, sem perigo de propagação.Em Frexes, Trancoso, combatiam o fogo 656 bombeiros, 215 veículos e seis meios aéreos, em Távora e Pereiro, no concelho de Tabuaço, combatiam um fogo 196 operacionais, ajudados por 58 veículos e cinco meios aéreos, e em Sobral de São Miguel, na Covilhã, estavam 429 operacionais, 142 veículos e cinco meios aéreos.O fogo que teve início na sexta-feira à tarde em Alvite, Moimenta da Beira, mobilizava 171 operacionais e 51 veículos e, no Douro, em Sirarelhos, Vila Real, 292 homens, 98 veículos e três meios aéreos combatiam um fogo que teve início em 02 de agosto.Portugal está em situação de alerta devido ao risco de incêndio e nas últimas semanas têm deflagrado vários incêndios no norte e centro do país que já consumiram uma área de quase 60 mil hectares este ano..Os aviões pesados de combate a incêndios florestais Canadair de que Portugal dispõe estão fora de serviço, disse esta segunda-feira, 11 de agosto, à Lusa fonte da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).Segundo a mesma fonte, os dois aviões Canadair afetos ao Dispositivo Especial de Combate aos Incêndios Rurais (DECIR) ficaram inoperacionais, existindo um terceiro para substituir em caso de eventuais avarias, mas que também está fora de serviço.Lusa.O incêndio rural que lavra desde a tarde de sábado, no concelho de Trancoso, já terá consumido 8.000 hectares, sobretudo soutos, olivais e vinhas, de acordo com o presidente da Câmara, Amílcar Salvador.Em declarações à Lusa, esta manhã, antes do início da reunião da Comissão Municipal de Emergência e Proteção Civil, o autarca adiantou que “os prejuízos são muito grandes, incalculáveis, o município já pediu o apoio do Governo para ajudar quem ficou sem nada”.A comissão vai fazer uma primeira avaliação dos danos causados pelo fogo e decidir se mantém o Plano Municipal de Emergência e Proteção, ativado desde as 17:30 de domingo.“Vamos iniciar esse levantamento, mas sabemos que vários produtores perderam explorações e maquinaria agrícolas, há criadores de gado com animais que é preciso alimentar, arderam muitos castanheiros, oliveiras, vinhas, árvores de fruto e pinhal”, refere o presidente da Câmara de Trancoso.Amílcar Salvador acrescenta que já terão ardido “cerca 8.000 hectares nestes dois dias, o que é uma área muito grande para um concelho como Trancoso”.Segundo o autarca, viveram-se dois dias “muito complicados” naquele município do distrito da Guarda, em que a intervenção da população foi “muito importante”.“Os populares combateram as chamas à entrada das povoações, isso fez com que não tivessem ardido casas de primeira habitação e não houvesse, felizmente, vítimas mortais. Foram muito importantes, porque são eles que conhecem os terrenos”, elogiou.O presidente da Câmara de Trancoso desvaloriza as críticas à falta de meios no terreno e assegura que houve muitos meios empenhados no combate às chamas.“O problema foi o vento forte. Era quase impossível travar as chamas, houve momentos em que o incêndio estava completamente descontrolado, sobretudo no domingo”, reconhece.Amílcar Salvador recorda que estiveram no terreno “mais 70 corporações, 500 e muitos bombeiros, mais de 200 veículos, mas, por vezes, não conseguimos estar no lugar certo, com o fumo e o vento forte a dificultarem muito o trabalho dos operacionais”.O autarca de Trancoso acrescenta que, na manhã desta segunda-feira, “as coisas estão mais calmas, há apenas dois focos na zona de Aldeia Nova, já muito próximo do concelho de Fornos de Algodres, e na serra do Reboleiro”.Lusa.A Polícia Judiciária (PJ) deteve no domingo (10 de agosto) um homem de 50 anos pela suspeita de ser o "presumível autor de quatro crimes de incêndio florestal". Os incêndios ocorreram na noite de sábado para domingo, em Melres – Gondomar, explica a PJ, em comunicado divulgado esta segunda-feira (11).A investigação criminal apurou que "os incêndios foram provocados através de chama direta com a utilização de um isqueiro, tendo o suspeito atuado sozinho"."A localidade tem uma grande mancha florestal e tem sido bastante fustigada por vários incêndios. A pronta intervenção dos bombeiros evitou a propagação das chamas, apesar do elevado perigo criado para a restante floresta e habitações circundantes", indicou a PJ.O detido, residente na região, vai ser presente a primeiro interrogatório judicial para aplicação das medidas de coação..A Câmara Municipal de Trancoso lançou um apelo à população para reduzir o consumo de água, na sequência do "incêndio e da situação de grande calamidade" que o município está a enfrentar. Mais de 600 operacionais estão a combater as chamas que estão a aproximar-se de povoações.Em comunicado, divulgado nas redes sociais, a autarquia anunciou que suspendeu a rega dos espaços públicos. "Apelamos a toda a comunidade que reduza o consumo de água ao estritamente necessário, contribuindo para salvaguardar este recurso essencial ao combate. A colaboração de todos é fundamental", lê-se na nota. .O incêndio de Trancoso, no distrito da Guarda, continua a ser o que mais preocupa as autoridades, estando no terreno 636 operacionais a combater as chamas, apoiados por 217 viaturas, de acordo com a página da Proteção Civil. No local, estão ainda a operar oito meios aéreos. No distrito da Covilhã, 375 operacionais estão em Sobral de São Miguel apoiados por 116 viaturas e quatro meios aéreos.Já em Tabuaço, 125 operacionais foram destacados para o combate ao incêndio, tendo o apoio de 34 viaturas e oito meios aéreos, de acordo com a informação que consta da página da Proteção Civil..Brisa cria plano com recomendações aos condutores surpreendidos por incêndios.A Direção-Geral da Saúde (DGS) lançou um guia com recomendações nutricionais específicas para bombeiros, reforçando a importância de uma alimentação adequada face às exigências físicas e mentais, especialmente durante situações de emergência como o combate a incêndios.“Pelas exigências físicas e psicológicas associadas à sua atividade profissional, os bombeiros estão frequentemente expostos a contextos adversos e imprevisíveis”, o que requer “uma preparação física e mental sólida” e uma alimentação adequada, refere a DGS.Publicado pelo Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável (PNPAS) da DGS, o Guia Prático apresenta, de uma forma simples, recomendações alimentares adaptadas aos períodos de maior exigência física, com especial enfoque no combate a incêndios florestais.“Estas recomendações têm como objetivo garantir que os bombeiros apresentam um adequado estado de hidratação, uma ingestão energética adequada por via da ingestão regular de hidratos de carbono de rápida absorção e ao mesmo tempo uma reduzida ingestão de gorduras”, lê-se no guia que pode ser consultado no ‘site’ da DGS. . A autoridade de saúde aconselha uma ingestão proteica adequada ao longo do dia, que deve ser reforçada em situações de combate a incêndio prolongadas, e beber água sempre que possível, evitando bebidas que promovem a desidratação.Recomenda também o consumo de “bebidas/géis para desportistas, de modo a assegurar uma adequada hidratação e equilíbrio eletrolítico”.Consumir alimentos ricos em hidratos de carbono (pão, cereais, fruta), de forma a assegurar as necessidades energéticas, também faz parte das recomendações.A DGS sublinha eu que estas recomendações são destinadas especificamente para proporcionar “um adequado desempenho em situações de ‘stress’ físico e psicológico, não sendo por isso recomendações que devam ser seguidas diariamente”.O guia inclui igualmente orientações destinadas às corporações de bombeiros, instituições e estabelecimentos de restauração que fornecem refeições a estes profissionais, de forma a assegurar que a alimentação constitui um apoio efetivo à sua missão.“Uma alimentação ajustada às necessidades específicas destes momentos é essencial para manter a resistência física, a capacidade funcional e para promover uma recuperação eficaz após esforços intensos, contribuindo também para reduzir o risco de fadiga e lesões. Garantir um consumo alimentar adequado, durante e após as ocorrências, é por isso fundamental”, salienta a DGS.Lusa.O incêndio de Trancoso, no distrito da Guarda, fez seis feridos ligeiros, entre os quais três bombeiros, disse à Lusa fonte do Comando Sub-Regional das Beiras e Serra da Estrela.Ainda segundo a Proteção Civil, 11 pessoas foram assistidas no local, devido à inalação de fumo..O incêndio de Trancoso, no distrito da Guarda, é o que mais preocupa as autoridades, com mais de 600 operacionais no terreno. O comandante da Proteção Civil, Carlos Silva, afirmou nesta manhã de segunda-feira, 11 de agosto, que o flanco esquerdo deste incêndio está ainda por dominar. "Neste momento preocupam-nos duas situações em especifico em que o incêndio dirige-se para quatro povoações, para Palhais e Reboleiro e para Aldeia Nova e Aldeia Velha", disse o responsável da Proteção Civil em declarações à RTP, prevendo um dia de "muito trabalho" para os operacionais que estão no terreno.De acordo com Carlos Silva, a área ardida, até ao momento, é de "cerca de oito mil hectares"."Esperamos que até à hora de almoço consigamos tentar reduzir as duas frentes porque vão entrar numa zona agrícola, uma zona com habitações", adiantou o comandante da Proteção Civil. .A reativação do incêndio na serra do Alvão entrou esta segunda-feira, 11 de agosto, em fase de resolução às 04:24 depois de, no domingo, ter ameaçado várias aldeias, em Vila Real, segundo a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).Este fogo começou no dia 2 (sábado), em Sirarelhos, entrou em fase de resolução na quarta-feira, esteve em conclusão e depois teve uma reativação no sábado à noite, pelas 21:00.Na tarde de domingo, as chamas desceram da serra do Alvão e colocaram em risco as aldeias de Muas, Relva, Borbela, Agarez e ainda a vila de Lordelo.Perante a dimensão do fogo, o presidente da Câmara de Vila Real, Alexandre Favaios, pediu no domingo à noite um reforço dos meios disponíveis para o combate.De acordo com a ANEPC, o incêndio entrou em fase de resolução às 04:24 e pelas 06:30 estavam ainda mobilizados para esta ocorrência 357 operacionais, apoiados por 119 viaturas.A serra do Alvão espalha-se por Vila Pouca de Aguiar, Ribeira de Pena, Vila Real e Mondim de Basto, e, no espaço de uma semana, já ardeu área dos quatro concelhos, em três incêndios diferentes (Sirarelhos, Pinduradouro e Alvadia), que se traduziram numa área ardida superior, no total, a 4.000 hectares.Lusa.Há três incêndios ativos na manhã desta segunda-feira, 11 de agosto, que estão a ser combatidos por mais de mil operacionais, segundo o site da Proteção Civil. O incêndio de Trancoso, no distrito da Guarda, é o que mobiliza mais meios, com 633 operacionais, apoiados por 225 viaturas.Já no distrito da Covilhã, 415 operacionais combatem as chamas em Sobral de São Miguel, estando no terreno mais de 100 viaturas. Em Tabuaço, estão no terreno um meio aéreo e 78 operacionais, com o apoio de 28 viaturas. .Cerca de 120 municípios do interior Norte e centro do país e da região do Algarve estão esta segunda-feira (11 de agosto) em risco máximo de incêndio, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).Estão sob risco máximo de incêndio todos os concelhos dos distritos de Bragança e Guarda e a maioria dos de Viseu e Castelo Branco.Também em risco máximo estão dezenas de municípios dos distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Coimbra, Leiria, Santarém, Portalegre e Faro.Em risco muito elevado estão cerca de 50 concelhos nos distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Vila Real, Aveiro, Coimbra, Viseu, Leiria, Lisboa, Castelo Branco, Portalegre, Beja e Faro.O IPMA colocou em risco elevado quase toda a região do Alentejo e outros cerca de 30 municípios nos distritos de Faro, Lisboa, Setúbal, Coimbra, Leiria, Aveiro, Porto e Braga.Sob risco moderado estão dezenas de municípios, quase todos no litoral do país, nos distritos de Lisboa, Aveiro e Porto.O risco de incêndio determinado pelo IPMA tem cinco níveis, que vão de reduzido a máximo, sendo este último emitido quando as condições meteorológicas, como calor extremo e baixa humidade, aumentam significativamente o perigo de ignição e propagação de incêndios.Portugal está em situação de alerta até quarta-feira (13 de agosto), devido ao risco de incêndio florestal. .Previstos 43ºC para Beja e ÉvoraO IPMA prevê para hoje uma pequena descida de temperatura nas regiões Norte e Centro e uma pequena subida na região Sul.O tempo vai permanecer quente, com céu pouco nublado ou limpo, e o IPMA mantém a previsão de poeiras em suspensão, devido à massa de ar quente do Norte de África que atravessa o território continental.As temperaturas mínimas vão variar entre os 15º (graus Celsius), em Viana do Castelo e Braga, e os 25º (Portalegre) e as máximas entre os 25º (Viana do Castelo) e os 43º (Beja e Évora).3Lusa.Bom dia,Acompanhe aqui a atualização sobre os incêndios num dia em que se prevê que as temperaturas ultrapassem os 40º C no Alentejo.O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) colocou esta segunda-feira, 11 de agosto, 12 distritos do continente sob aviso laranja, o segundo mais grave, por causa do calor, a maioria até ao final do dia de terça-feira.Segundo o IPMA, o aviso laranja vai estar ativo até às 18:00 de terça-feira em Vila Real, Castelo Branco, Santarém e Lisboa, por causa da persistência de valores muito elevados da temperatura máxima, estendendo-se até às 23:00 no distrito de Viseu.Já nos distritos de Bragança, Guarda, Portalegre, Évora, Beja, Setúbal e Faro mantém-se ativo até às 24:00 de terça-feira.Sob aviso amarelo, o menos grave de uma escala de três, estão até às 18:00 de terça-feira os distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Coimbra e Leiria. . O Governo renovou a situação de alerta no país até quarta-feira, dia 13 de agosto, devido ao risco de incêndio florestal.A renovação da situação de alerta tem como base dois motivos principais: a continuação de temperaturas elevadas em todo o país para os próximos dias e a diminuição de ignições devido às proibições determinadas.Entre as medidas em vigor estão a proibição de acesso, circulação e permanência no interior dos espaços florestais, de acordo com os Planos Municipais de Defesa da Floresta Contra Incêndios, bem como a realização de queimas e queimadas, ficando igualmente suspensas as autorizações emitidas para esse período.A situação de alerta implica também a proibição de realização de trabalhos nos espaços florestais e rurais com o recurso a maquinaria e o uso de fogo de artifício e outros artefactos pirotécnicos. Neste caso, também as autorizações já emitidas ficam suspensas.O IPMA prevê para hoje uma pequena descida de temperatura nas regiões Norte e Centro e uma pequena subida na região Sul.As temperaturas mínimas vão variar entre os 15º (graus Celsius), em Viana do Castelo e Braga, e os 25º, em Portalegre, e as máximas entre os 25º (Viana do Castelo) e os 43º (Beja e Évora).DN/Lusa .Doze distritos sob aviso laranja por causa do calor.DGS reforça recomendações com a saúde na onda de calor