Incidência e R(t) continuam a subir em dia com mais 965 casos

Número de internados sobe para 316 (mais 15 face ao dia anterior), sendo que 61 doentes estão em unidades de cuidados intensivos, indica o relatório diário da DGS.

Foram registados, em 24 horas, 965 novos casos de covid-19 em Portugal, segundo o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS). Relatório desta quarta-feira (27 de outubro) dá conta de mais três mortes associadas à infeção por SARS-CoV-2.

Os dados sobre a situação nos hospitais portugueses indicam que há agora 316 internados (mais 15 face ao reportado na terça-feira), dos quais 61 doentes estão em unidades de cuidados intensivos (mais um).

Nesta atualização verifica-se uma subida tanto na taxa de incidência da infeção a 14 dias como no índice de transmissibilidade, R(t), os valores da matriz de risco definida pelo Governo.

Assim sendo, a incidência passa de 92,4 para 94,8 casos de covid-19 por 100 mil habitantes em todo o território nacional. No continente, este indicador situa-se nas 94,9 infeções por 100 mil habitantes (era de 92,8).

Já o R(t) passa de 1,02 para 1,08 tanto a nível nacional e no continente.

No que se refere à distribuição geográfica de novos casos, a região de Lisboa e Vale do Tejo tem o maior número diário de infeções, com 395, seguida do Norte, com 247, e do Centro, com 201.

Reportados mais 68 diagnósticos de covid-19 no Algarve, 23 no Alentejo, 22 na Madeira e nove nos Açores.

Os três óbitos ocorreram em Lisboa e Vale do Tejo, na região Norte e na Madeira. Em relação à idade das vítimas mortais, duas tinham mais de 80 anos e uma tinha entre os 70 e os 79 anos.

Relatório da DGS indica que há mais 597 pessoas que recuperam da doença - são, no total, 1 037 585 -, pelo que os casos ativos de covid-19 sobem para 31 243 (mais 365 face ao dia anterior).

Desde o início da pandemia, em março de 2020, Portugal confirmou 1 087 245 casos de infeção e 18 144 óbitos, sendo que há mais 111 contactos em vigilância pelas autoridades de saúde, num total de 21 580.

Aumento de casos em vários países da Europa

Vários países na Europa estão, entretanto, a registar uma subida do número de doentes com covid-19, desde logo Espanha, mas também o Reino Unido, Alemanha e Holanda, além dos países de Leste. A Rússia, por exemplo, registou esta quarta-feira um novo recorde diário de mortes por covid-19, 1123 óbitos. É o nono dia consecutivo com mais de mil mortes provocadas pelo SARS-CoV-2.

Em Portugal, verifica-se uma subida de casos e de internamentos, mas a questão é saber se há o risco de a situação se agravar e ter de se voltar às medidas de confinamento como já acontece no estrangeiro.

"Há sempre a possibilidade de assistirmos a uma escalada de casos como acontece em outros países da Europa, pode haver uma ou outra nova variante ou algum dos nossos mais vulneráveis estar mais fragilizado, são tudo incógnitas", começa por dizer ao DN Gustavo Tato Borges, vice-presidente da Associação Nacional dos Médicos de Saúde Pública (ANMSP).

"Mas a verdade é que temos uma situação epidemiológica muito diferente: uma cobertura vacinal com duas doses de mais de 86% da população, o que dificulta a circulação do vírus. E, em alguns países, nomeadamente no Reino Unido, assiste-se a uma subvariante da Delta que tem sido mais problemática entre as pessoas não-vacinadas. Em Portugal, foram detetados alguns casos, mas o último relatório do INSA (Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge) diz que todas as infeções são da variante Delta", acrescentou, referindo-se ao relatório Monitorização das Linhas Vermelhas para a covid-19 para o período de 15 a 21 de outubro, que conclui que a "variante Delta , originalmente associada à Índia, é a dominante em todas as regiões, com uma frequência relativa de 100%".

Surto em lar de Leiria, com 39 utentes e 10 funcionários infetados

Já esta quarta-feira ficou a saber-se que há um surto no lar Nossa Senhora da Encarnação, em Leiria, com 39 utentes e 10 funcionários infetados com o vírus responsável pela covid-19.

A coordenadora da Unidade de Saúde Pública do Agrupamento de Centros de Saúde Pinhal Litoral, Odete Mendes, disse à Lusa que o surto terá começado na sexta-feira, mas foi detetado no domingo.

"Os utentes fizeram o reforço da terceira dose da vacinação e a instituição associou os sintomas aos efeitos secundários. Na sexta-feira, uma utente deu uma queda e foi ao hospital, onde realizou um teste à covid-19. No dia seguinte, o resultado deu positivo", revelou Odete Mendes.

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