724 novos casos, o maior número desde 6 de abril

Há agora 264 internamentos por covid-19, dos quais 53 são em cuidados intensivos, segundo os dados do boletim diário da Direção-Geral da Saúde. Há a registar subida significativa na incidência da doença no continente, estando agora em 66,4, mais 3,3, do que ontem, e em 63,7 a nível nacional, mais 3,1 do que na terça-feira.

Portugal registou, nas últimas 24 horas, mais 724 casos de covid-19, segundo o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS). É o maior número de casos desde o dia 6 de abril, havendo ainda subida nos casos em ativos e em vigilância. O relatório diário mostra também que nas últimas 24 horas morreu uma pessoa devido à infeção por SARS-CoV-2.

O boletim regista ainda 264 internados, menos do quatro do que ontem, dos quais 53 em cuidados intensivos, mais três do que ontem. Há ainda a registar 22 965 casos ativos, mais 265 do que na terça-feira, e 24 928 casos em vigilância, mais 439 do que ontem.

Neste momento, Portugal soma 850 262 infetados e 17 026 óbitos, desde o início da pandemia. A incidência volta a aumentar para 66,4 por 100 mil habitantes a nível nacional, o que corresponde a uma subida de 3,1, e para 63,7 no continente, uma subida de 3,3. O R(t) também sobe de 10,6 para 10.7 a nível nacional e de 1,07 para 10,8 no continente.

A única morte registada ocorreu na região Norte, mas Lisboa e Vale do Tejo continua a ser a que regista maior número de casos no país, 368. O Norte teve 212, o Centro, 64, o Alentejo, 22, o Algarve, 32, os Açores 24 e a Madeira 2.

Esta atualização da evolução da pandemia em Portugal surge no dia em que o Governo vai decidir, em reunião do Conselho de Ministros, os próximos passos a dar no desconfinamento.

A situação de Lisboa e Vale do Tejo, que ultimamente tem registado um aumento de infeções, bem como os festejos dos Santos Populares neste mês de junho, são matérias que deverão estar em cima da mesa.

Ainda antes de se saber o que foi aprovado pelo Conselho de Ministros, o coordenador da task force do plano de vacinação disse esperar que em junho sejam administradas uma média de 100 mil vacinas por dia.

No congresso da Ordem dos Médicos, onde foi homenageado, o vice-almirante Henrique Gouveia e Melo falou na meta até agosto: 70% da população vacinada e começar a vacinar as pessoas com mais de 20 anos.

Vacinação para maiores de 20 anos começa em agosto

Informação que tinha revelado na terça-feira. "Vamos acabar a vacinação das pessoas acima de 30 anos entre fim de julho e início de agosto e nessa altura vão começar a vacinar-se as pessoas com 20 anos", disse Henrique Gouveia e Melo à margem do evento eHealth Summit.

O coordenador da Task Force explicou que, quando se chegar à faixa etária dos 18 anos, estará vacinada de "grosso modo" mais de 90% da população. "É muito provável que, com essa taxa de vacinação, o vírus continue a persistir de forma endémica na população", afirmou, acabando "por morrer" porque não tem como se propagar na comunidade.

Por isso, disse ainda Gouveia e Melo, pode não ser necessário vacinar as crianças porque, ao vacinar-se 70%, 80%, 90% da população, está-se a proteger as crianças.

UE ultrapassa 250 milhões de doses de vacinas administradas

Já nesta quarta-feira, a União Europeia (UE) ultrapassou os 250 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 administradas, num total de 80 milhões de cidadãos europeus com vacinação completa.

"Hoje ultrapassámos os 250 milhões de vacinações na UE e mais de 80 milhões de europeus estão agora totalmente vacinados", assinalou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

Numa publicação na rede social Twitter, a responsável aponta que a UE está "no bom caminho" para atingir o objetivo de "fornecer doses suficientes para vacinar 70% da população adulta da UE em julho".

Atualmente, estão aprovadas quatro vacinas anticovid-19 na UE: a Comirnaty (nome comercial da vacina Pfizer/BioNTech), Moderna, Vaxzevria (novo nome do fármaco da AstraZeneca) e Janssen (grupo Johnson & Johnson).

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