Mais 713 novos casos e cinco mortes nas últimas 24 horas

O boletim diário da Direção-Geral da Saúde dá conta que neste sábado estão também internados 408 doentes, dos quais 83 estão em unidades de cuidados intensivos.

Portugal registou neste sábado, 25 de setembro, mais 713 novos casos de infeção por SARS CoV-2 e mais cinco óbitos. Há ainda a registar menos dois internamentos do que ontem, 408, mas mais sete doentes nos cuidados intensivos, havendo agora 83.

O país mantém-se assim pelo quarto dia consecutivo abaixo dos mil casos de infeção. A tendência continua a ser decrescente com a incidência a diminuir também. Neste sábado, o boletim da DGS indica 127,3 por 100 mil habitantes a nível nacional e 129,7 por 100 mil habitantes no continente. O R(t) - índice de transmissibilidade, está em 0,83 a nível nacional e 0,82 no continente.

Dos cinco óbitos registados, dois ocorreram na região Norte, dois na região Centro e m na região de Lisboa e Vale do Tejo. Alentejo, Algarve e as ilhas, Madeira e Açores não registaram mortes nas últimas 24 horas. Portugal soma agora um total de 17 952 mortes, desde o início da pandemia, março de 2020, e 1 066 346 casos de infeção de covid-19.

Neste sábado, há ainda menos 278 casos ativos, sendo agora o total de 31 481, e menos contactos em vigilância, 317, num total de 28 604.

A região de Lisboa e Vale do Tejo foi a que registou mais casos, 266, seguida da região Norte, 204, e da do Centro, 85 casos. As regiões do Algarve e do Alentejo tiveram 70 e 63 novos casos, respetivamente. A Madeira teve 14 e os Açores 11.

Neste dia foram dados como livres da doença mais 986 doentes, havendo um total de 1 016 913 de recuperados desde o início da pandemia.

EMA deverá autorizar terceira dose

Números divulgados num dia em que o DN anuncia, segundo fontes ligadas à vacinação, que a Agência Europeia do Medicamento (EMA. na sigla inglesa) deverá autorizar já na próxima o reforço vacinal, com a terceira dose, para maiores de 65 anos, estando Portugal à espera desta luz verde para avançar com o plano de vacinação para esta fase, o qual já está traçado, segundo o primeiro-ministro, estimando-se que fique concluído até ao Natal.

"À luz da evidência científica tudo aponta que a decisão da EMA vá nesse sentido", sublinharam as mesmas fontes. Portanto, esta é a interpretação que deverá ser aceite pelos peritos do Comité de Medicamentos de Uso Humano (CHMP na sigla inglesa) da EMA, mas também dos peritos da Comissão Técnica de Vacinação da DGS.

Segundo explicaram ao DN, "a evidência científica disponibilizada até agora vai no sentido de que o esquema vacinal é eficaz, mas começa a ficar claro que esta proteção, apesar de ser significativa, não é tão elevada ao fim de uns meses, como logo após a vacinação nas faixas etárias acima dos 65 anos. Neste sentido, tendo em conta os resultados de dois grandes estudos científicos e a experiência de alguns países, que iniciaram a terceira dose, tudo indica que a administração desta tem risco reduzido e um impacto positivo nestas pessoas."

Recorde-se que Portugal já conseguiu atingir 83% de população vacinada, estando a seis pontos percentuais do total de população que pode ser inoculada (89%) -11% são menores de 12 anos. Mas Portugal é também dos países que, desde o início de setembro, pode vacinar com a terceira dose todas as pessoas maiores de 16 anos com imunossupressão.

A recomendação foi feita pela Direção-Geral da Saúde (DGS) a 1 de setembro, após parecer da CTV, e de o Centro Europeu de Controlo de Doenças (ECDC) ter considerado que esta deveria ser recomendada "para pessoas com sistema imunológico gravemente enfraquecido, como parte da sua vacinação primária".

Reforço com Pfizer a quem tomou Coronavac aumenta anticorpos

Mas neste sábado foi também anunciado um novo estudo que revela: uma dose da vacina Pfizer-BioNTech após duas da chinesa Coronavac multiplica por 20 o nível de anticorpos contra a covid-19. O estudo foi feito no Uruguai, onde 24% da população teve acesso a este esquema vacinal.

Segundo noticia a Agência Lusa, desde o início de março que os investigadores do Instituto Pasteur de Montevideu e da Universidade da República (Udelar) estão a trabalhar num projeto de investigação para estudar a evolução dos níveis de anticorpos contra a SARS CoV-2 em função das vacinas e doses administradas.

O estudo, que envolve mais de 200 voluntários, deve durar dois anos e prevê que sejam feitos regularmente testes serológicos.

Um subgrupo de 57 pessoas que receberam duas doses de Coronavac e depois uma dose de Pfizer-BioNTech fizeram quatro análises ao sangue: uma antes da vacinação, outra 18 dias depois, outra 80 dias após a segunda dose de Coronavac, e uma última 18 dias após a terceira dose de Pfizer-BioNTech.

Após a primeira análise ao sangue, nenhum dos participantes tinha anticorpos específicos contra o vírus. Após a segunda, 100% dos voluntários tinham anticorpos, mas a níveis variáveis.

Depois da terceira análise houve uma diminuição geral dos anticorpos em comparação com o teste anterior.

Finalmente, após o quarto exame, todos os participantes mostraram um aumento dos níveis de anticorpos em média 20 vezes superior aos resultados do teste de sangue anterior.

Sergio Bianchi, investigador do Instituto Pasteur, sublinhou numa conferência de imprensa que se trata de "resultados preliminares" e que os estudos continuarão para avaliar durante quanto tempo os anticorpos persistem.

O ministro da Saúde uruguaio, Daniel Salinas, congratulou-se com os resultados do estudo, sublinhando a importância de avaliar a mistura de vacinas com ferramentas científicas.

No Uruguai, com 3,5 milhões de pessoas, 72% da população está vacinada de acordo com o protocolo completo de Coronavac, Pfizer ou Astrazeneca, e 24% já recebeu uma terceira dose de reforço.

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