Numa semana, Portugal teve quatro mortes e mais 529 casos ativos

O boletim diário desta terça-feira revela mais 445 novos casos de covid-19, zero mortes, ainda 268 internados, dos quais 50 em cuidados intensivos, menos 15 internados em enfermarias e menos dois em cuidados intensivos.

Portugal registou zero mortes e 445 novos casos de covid-19 nas últimas 24 horas, indica o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS) desta terça-feira (01 de junho).

O boletim diário mostra ainda 268 internados, dos quais 50 estão em cuidados intensivos, menos 15 em enfermaria e menos dois em intensivos do que nas últimas 24 horas.

Ao todo, o país regista um total de 849 538 infetados e 17 025 óbitos, desde o início da pandemia.

No dia de hoje há ainda a registar 22 700 casos ativos, menos 233 do que ontem, e 24 499 em vigilância, mais 363 do que ontem.

A nível da incidência da doença, o país regista 63,3 casos por 100 mil habitantes a nível nacional e 60,4 no continente. O R (t) a nível nacional está em 1.06 e no continente em 1.07.

A região de Lisboa e Vale do Tejo continua à frente no número de casos. Esta terça-feira regista 249, seguida do Norte com 114, depois o Centro com 42, o Alentejo com 13 e o Algarve com 12. Nas ilhas, os Açores registaram mais 12 casos e a Madeira mais três.

Olhando para o balanço da última semana, Portugal contabiliza mais 529 casos ativos, já que hoje há 22 700 casos e na passada terça-feira, dia 25 de maio, havia 22 171, e só mais quatro mortes, hoje zero mortes e há uma semana registaram-se três. O outro dia em que ocorreu uma morte foi na quarta-feira da semana passada.

Lisboa mais uma vez sem arraiais de Santo António. Porto terá São João

Pelo segundo ano consecutivo, não haverá celebrações dos Santos Populares em Lisboa. A autarquia prepara-se para anunciar a proibição, avançou esta manhã a TSF.

A Câmara de Lisboa não vai autorizar a realização de arraiais populares este ano devido à pandemia de covid-19, anunciou hoje o presidente do município, Fernando Medina, apelando para que os cidadãos compreendam a situação e evitem aglomerações.

"Infelizmente, este ano não vamos poder ter arraiais, não vamos poder ter as comemorações do Santo António com arraiais, dada a situação que vivemos", disse Fernando Medina (PS), acrescentando: "É a decisão sensata, é a decisão avisada nesta fase da pandemia em que são precisos ainda cuidados, são precisos alertas".

Em declarações à agência Lusa, o autarca de Lisboa indicou que, tal como no ano passado, os arraiais "não vão ser licenciadas nem pela Câmara nem por Juntas de Freguesia e, por isso, a fiscalização cabe às autoridades, quer à Polícia Municipal, quer à Polícia de Segurança Pública (PSP)".

A decisão surge depois de em maio, como noticiou o DN, terem sido canceladas as marchas populares e os casamentos de Santo António. Nessa altura, ainda não era certo que os típicos arraiais fossem proibidos. embora já fosse claro que, a terem lugar, seria com grandes restrições.

"Infelizmente, já antecipávamos este cenário, por isso já tínhamos anunciado que não iríamos ter as marchas este ano e que os festejos não se iriam realizar, isso é óbvio. Isto agora estende-se a toda a noite de Santo António, na noite do dia 12 [de junho], os arraiais tão típicos desta altura não vão acontecer e, por isso, teremos que, infelizmente, aguardar mais um ano para podermos de novo celebrar o Santo António com a alegria que a cidade gosta de o fazer", declarou o presidente da Câmara Municipal de Lisboa.

No Porto, garante Rui Moreira, os festejos serão contidos, apenas em três locais da cidade e devidamente autorizados.

Quem teve covid-19 há seis meses já pode agendar vacinação, diz Gouveia e Melo

"Temos uma capacidade limitada para vacinar", justificou o coordenador da task force da vacinação, Gouveia e Melo, corrigindo o número de pessoas que ainda estão sem resposta. Neste momento, são quatro mil pessoas.

Segundo o vice-almirante, esta situação deve-se ao esgotamento da capacidade de vacinar. A capacidade atual é de "700 mil vacinas por semana", entre auto agendamentos e segundas doses.

"Há pessoas que ficam em lista de espera até que se abra mais uma semana", referiu o coordenador da task force. "O afluxo foi tão grande que ficaram 60 mil pessoas sem resposta, agora são quatro mil".

A partir de 6 de junho começamos a chamar as pessoas maiores de 40 anos, mas começamos pelo agendamento local, feito pelos centros de saúde. "Mesmo que a pessoa não consiga agendar-se, será sempre chamada", acrescentou Gouveia e Melo, notando que os cidadãos continuam a ser chamados para receber a vacina.

À margem da conferência iHealth, Gouveia e Melo anunciou ainda que "quem teve covid há mais de seis meses já se pode auto agendar". "Há pessoas recuperadas de covid que já estão a ser vacinadas", garantiu. Sobre a administração da vacina da Pfizer a maiores de 12 anos, Gouveia e Melo remeteu a decisão para a Direção-Geral da Saúde.

"Pode não ser necessário vacinar as crianças e ao vacinar 70, 80 ou 90% da população podemos já estar a proteger as crianças", advertiu. É também da DGS a decisão de vacinar grávidas, frisou Gouveia e Melo.

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