Mais 445 casos e 27 pessoas internadas por covid-19

A DGS indica mais 445 de covid-19 nas últimas 24 horas. Não se registam mortes pelo segundo dia consecutivo, mas há mais 27 pessoas internados nos hospitais e cinco em cuidados intensivos.

Portugal registou entre sábado e domingo 445 novos casos da doença covid-19, de acordo com o balanço da Direção Geral da Saúde (DGS), divulgado ao início da tarde. Há mais 27 pessoas internados, num total de 271, e cinco nos cuidados intensivos (54 no total).

Pela primeira vez nos últimos dias, há uma descida no número de novas infeções, depois de se ter atingido as 609 no sábado, o valor máximo desde 22 de abril.

A boa notícia é que se continua a verificar uma menor letalidade, já que pelo segundo dia consecutivo não se registam mortes.

Os internamentos é que aumentaram revelando as consequências do aumento de infeções por SARS-CoV-2, que se verificou a partir da segunda quinzena de maio, o que é mais visível desde a segunda semana após a infeção.

Há mais 27 pessoas infetadas nas últimas 24 horas e mais cinco doentes em unidades de cuidados intensivos.

Lisboa e Vale do Tejo regista 42 % de novas infeções. São mais 185 casos na região, totalizando 7 212 os casos ativos. Representam um terço do total nacional: 22 822.

O Norte tem mais 160 casos, o que representa 36 % dos novos doentes com covid-19.

Mantém-se a incidência e o índice de transmissibilidade - R(t) - do vírus no país, 1,07 tanto no Continente como a nível nacional. A média nacional de casos é de 59,6 por 100 mil habitantes; proporção que desce para 56 no Continente.

A pandemia já matou 17 023 pessoas no país.

5,5 milhões têm a vacina

Os números indicam uma diminuição da gravidade da situação clínica dos infetadas com o SARS-CoV-2, o que se à parte da população portuguesa que tomou pelo menos uma dose da vacina contra este novo coronavírus. Estão nestas condições mais de 5,5 milhões de pessoas.

Os dados oficiais indicavam 5 369 333 no sábado com pelo menos a primeira dose da vacina, sendo que ultimamente tem sido administrada uma média de 100 mil por dia. E há 1,7 milhões com as duas doses, o que significa que 17,3 % da população está imunizada contra este vírus.

Entre os totalmente vacinados, estão as pessoas que apanharam a vacina da Janssen (Johnson), que começou a se administrada em Portugal no início de maio.

Em suspenso, estavam as pessoas com menos de 60 anos vacinadas com uma dose da vacina da AstraZeneca, 678 mil no total, segundo a task force, o que se deveu a complicações após a vacinação. Agora, vão poder receber a segunda dose da Phizer ou da Moderna, segundo uma norma da DGS divulgada na sexta-feira e que atualiza a 003/2020 sobre a Vaxzevria (AstraZeneca)

"Esta norma determina que as pessoas com menos de 60 anos que já foram vacinadas com uma dose de Vaxzevria possam ser vacinadas com uma vacina de mRNA [como a Pfizer ou a Moderna], respeitando o intervalo previsto de 12 semanas após a primeira dose", refere a DGS no documento publicado no site

"As pessoas que adiaram a segunda dose do esquema da AstraZeneca, aguardando por nova recomendação da DGS, devem completar a vacinação, logo que possível, com uma dose de vacina de mRNA", sublinha a norma.

Surto em escola

Um surto com 11 casos de covid-19 foi detetado na Escola Secundária Gabriel Pereira (ESGP), em Évora. Sete turmas já estavam em isolamento profilático e não regressam às aulas esta segunda-feira.

As infeções foram detetadas no âmbito da testagem a alunos, funcionários e professores. Envolvem o 9.º ano e o Secundário, ensinos regular e profissional.

"Foram identificados 11 casos positivos na ESGP, e alguns outros casos suspeitos. Nestas circunstâncias, não é possível o retorno às aulas presenciais na próxima 2ª feira, dia 31 de maio. Todos os alunos infetados e os suspeitos por via de contactos com agentes ativos, vão ser alvo de uma 2ª testagem", refere um comunicado da escola publicado este sábado no site..

As sete turmas já estavam em isolamento profilático há uma semana, quando confirmaram três casos, segundo a agência Lusa.

O diretor da escola, Fernando Martins, assina o comunicado. Conclui: , "Considerando a necessidade de manter as melhores condições de segurança a todos os utentes da escola, vai manter-se o regime de ensino a distância no 9º ano e no ensino secundário, regular e profissional, na próxima semana. As turmas mantêm os horários do regime presencial".

O dirigente escolar espera que todos possam ter aulas presenciais a partir de 7 de junho.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG