Menos de 300 internados com covid-19. Desde 26 de março de 2020 que não eram tão poucos

Em 24 horas, houve 4 mortes e mais 258 casos de covid-19, segundo o relatório diário da DGS. Há mais 777 pessoas recuperadas.

Foram confirmados mais 258 casos de covid-19 em Portugal nas últimas 24 horas, segundo o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS). O relatório desta terça-feira (4 de maio) informa ainda que foram registados mais 4 mortes devido à infeção por SARS-CoV-2.

Estão agora internados 296 doentes com covid-19 (menos 26 do que no boletim da véspera), 87 em UCI (menos três), e há mais 777 casos de pessoas que recuperaram da doença.

É preciso recuar até 26 de março do ano passado para ter menos de 300 pessoas internadas com covid-19 em Portugal. Eram então 191.

Desde o início da pandemia, já foram contabilizados em Portugal 837 715 casos de covid-19, com 797 901 recuperados e 16 981 mortes. Há atualmente 22 833 casos ativos. Há ainda 23 556 casos em vigilância (menos 443 do que na véspera).

A maioria dos novos casos registados no boletim desta terça-feira é na região Norte (128 casos), seguido da região de Lisboa e Vale do Tejo (65 casos), Centro (24), Algarve (9) e Alentejo (6). Nos Açores há mais 17 casos e na Madeira mais 9.

Quando aos óbitos, foram registados três em Lisboa e Vale do Tejo e um na região Norte, e dizem respeito a uma mulher na faixa etária dos 50 aos 59 anos, um homem entre os 70 e os 79 e um homem e uma mulher com mais de 80 anos.

Situação em Odemira

Números da evolução pandémica em Portugal quando está também em foco a situação em Odemira, concelho que tem as freguesias de São Teotónio e de Longueira-Almograve em cerca sanitária, devido à elevada incidência de casos de infeção.

As precárias condições de vida de imigrantes que ali trabalham e residem têm estado na ordem do dia, assim como a situação epidemiológica na região, o que levou, nesta terça-feira, o ministro da Administração Interna, a deslocar-se ao município.

Em Odemira, Eduardo Cabrita destacou que Portugal "é visto como uma referência europeia" no combate à pandemia de covid-19, graças às "medidas concretas" adotadas pelo Governo, que fazem "a diferença".

"Essa é a principal mensagem. Portugal, com o que tem feito desde janeiro, é visto hoje como uma referência europeia", afirmou o governante, numa conversa com militares da GNR e com o presidente da Câmara de Odemira, num dos pontos de passagem da cerca sanitária neste concelho.

Já hoje foi noticiado que o Governo mandou encerrar empreendimentos turísticos e de alojamento local nas duas freguesias.

Segundo um despacho do ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital publicado em Diário da República, nestas duas freguesias estão localizadas, pelo menos, 275 empresas que se encontram impedidas de laborar, pois muitos dos seus colaboradores vivem fora da área circunscrita à cerca sanitária, determinada por causa da elevada incidência de covid-19 entre os imigrantes que trabalham na agricultura.

Vacina da farmacêutica chinesa Sinovac avaliada pela Agência Europeia

E neste combate para travar a propagação da infeção por SARS-CoV-2, a vacinação faz parte da estratégia principal, sendo que os países da UE poderão ter mais uma vacina aprovada. Isto porque a Agência Europeia de Medicamentos fez saber que iniciou hoje uma revisão contínua da vacina contra a covid-19 "Vero Cell", desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac.

O regulador europeu analisará em tempo real se cumpre os padrões europeus de segurança, eficácia e qualidade. Só depois a EMA (na sigla em inglês), decidirá se aprova a utilização da vacina na União Europeia.

Em comunicado, o regulador refere que iniciou esta revisão com base nos "resultados preliminares dos estudos de laboratório e ensaios clínicos" que sugerem que a vacina desencadeia a "produção de anticorpos" que se dirigem contra o SARS-CoV-2, o vírus que provoca a covid-19.

O laboratório europeu que solicitou à EMA o estudo da vacina "Vero Cell Inactivated" chama-se "Life'On S.r.l", apesar de o preparado ser propriedade da Sinovac Life Sciences Co., uma farmacêutica com sede na China.

Já nos EUA, o regulador deverá aprovar a vacina da Pfizer/BioNTech para as crianças com mais de 12 anos, noticia a CNN. Também o regulador europeu avalia a aprovação deste fármaco para esta faixa etária.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG