Incidência continua a recuar, mas internamentos e R(t) sobem

Mais 22 pessoas foram hospitalizadas com covid-19. O número total é agora de 356 internados, dos quais 58 estão em unidades de cuidados intensivos (mais três), indica o boletim diário da DGS. Registaram-se 327 novos casos e sete mortes.

Foram confirmados, nas últimas 24 horas, 327 novos casos de covid-19 em Portugal, segundo o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS). Há a registar também sete mortes associadas à infeção por SARS-CoV-2, indica o relatório desta segunda-feira (11 de outubro).

No que se refere à situação nos hospitais portugueses, o número de internados sobe para 356 (mais 22 face ao reportado no domingo), dos quais 58 estão em unidades de cuidados intensivos (mais três).

Além do aumento do número de internamentos, o índice de transmissibilidade, R(t), também regista uma subida e está em 0,95 (antes era de 0,92 a nível nacional e 0,91 no continente).

Em dia de atualização dos valores da matriz de risco, os dados mostram que a taxa de incidência a 14 dias continua a recuar, situando-se agora 82,9 casos por 100 mil habitantes em todo o território nacional (era de 86,5). No continente, este valor está nas 82,7 infeções por 100 mil habitantes (era de 86,7).

Boletim da DGS indica também que foram registados mais 308 casos de pessoas que recuperaram da doença, elevando para 1 027 424 o número total de recuperados. Desta forma, Portugal tem agora 30 167 casos ativos de covid-19 (mais 12).

Na distribuição geográfica, Lisboa e Vale do Tejo é a região com o maior número de novos casos, 112, seguida do Norte, com 76.

Verificaram-se mais 55 diagnósticos de covid-19 no Centro, 41 no Alentejo, 22 no Algarve, 11 nos Açores e 10 na Madeira.

Dos sete óbitos, registados em 24 horas, quatro ocorreram no Norte, um ocorreu na região de Lisboa e Vale do Tejo, um no Centro e um no Alentejo.

Em relação à idade das vítimas, seis tinham mais de 80 anos e uma tinha entre os 70 e os 79 anos.

Portugal soma, desde o início da pandemia (em março de 2020), 1 075 639 casos e 18 048 óbitos, sendo que agora há menos 209 contactos em vigilância pelas autoridades de saúde, num total de 23 309.

Dados atualizados da pandemia em Portugal no dia em que começa a ser administrada a terceira dose da vacina aos idosos que tomaram a vacina da gripe há mais de 14 dias.

"Estamos à espera que haja uma orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS) para podermos, se for possível, administrar [o reforço da] vacina contra a covid-19 e a vacina contra a gripe no mesmo dia, em locais do corpo diferentes, mas na mesma sessão vacinal", disse à Lusa a diretora-geral da Saúde.

Graça Freitas destacou que, enquanto essa recomendação não é conhecida, vai ser dado início à vacinação, nesta segunda-feira, "vacinando as pessoas que já tiveram a vacina da gripe há 14 dias e que já têm o intervalo para poderem ter o reforço da vacinação contra a covid-19".

Os que têm 80 ou mais anos e os utentes de lares e de unidades de cuidados continuados começam esta semana a receber a terceira dose da vacina para reforçar a sua imunidade contra o vírus SARS-CoV-2. Estes dois grupos foram considerados prioritários para receberem este reforço da imunização contra a covid-19, anunciou na sexta-feira a Direção-Geral da Saúde (DGS), que definiu que a administração desta terceira dose será, nesta fase, destinada às pessoas com mais idade.

Parlamento levanta parte das restrições

Também a partir de hoje o parlamento começa a funcionar com menos restrições devido à covid-19, destacando-se o fim dos limites da presença de deputados no plenário, mas continua a ser obrigatório o uso de máscara nas áreas comuns.

As novas regras entram esta segunda-feira em vigor mas só na quarta-feira, dia de plenário, se notará a principal mudança, com os 230 deputados a poderem marcar presença fisicamente na sala das sessões plenárias.

Entre as medidas que se manterão em vigor conta-se o "uso de máscara em todos os espaços comuns e partilhados na Assembleia da República, mas deixará de ser feito o controlo obrigatório de temperatura à entrada do parlamento.

E depois da máscara, o que se segue? Mais infeções respiratórias e alergias

E numa altura em que Portugal já atingiu a meta dos 85% da população totalmente vacinada, o país vive com menos restrições. Por exemplo, deixou de ser obrigatório o uso de máscara ao ar livre, e sempre que seja possível manter a distância, mas ainda se mantém em espaço fechados e com áreas superior a 400 metros quadrados, nas escolas, salas de espetáculos, cinemas, recintos de eventos, transportes, estabelecimentos e serviços de saúde.

A máscara foi uma arma protetora durante a pandemia, mas o que se segue "é o que era normal". Vamos ter mais infeções e mais alergias, diz ao DN Elisa Pedro, presidente cessante da Sociedade Portuguesa de Imunoalergologia..

"Vamos voltar ao normal, com mais infeções respiratórias para a população em população em geral e mais sintomatologia para os doentes alérgicos", afirmou a médica e diretora do Serviço de Imunoalergologia do Centro Hospitalar Lisboa Norte.

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