Vinte toneladas de resíduos já recolhidas este ano nas Galápagos

São resíduos que chegam arrastados pelas correntes marítimas, provenientes das costas do centro e sul do continente americano, e, inclusivamente, do continente asiático

Cerca de 20 toneladas de resíduos foram recolhidas desde o início do ano nas ilhas Galápagos, província do Equador que é Património Natural da Humanidade da Unesco -- Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura desde 1978.

Os resíduos foram recolhidos em incursões na costa e em ações de limpeza de baías ou do fundo do mar ao redor de várias ilhas, numa iniciativa que integra o plano de limpeza costeira de sítios remotos 2018, do Ministério do Ambiente equatoriano, anunciou no sábado o Parque Nacional Galápagos em comunicado.

Este plano permite identificar os impactos gerados pelos resíduos e avaliar o eventual aparecimento de espécies invasoras nos detritos que são arrastados pelas correntes marítimas, noticiou a agência Efe.

Segundo o comunicado, os resíduos que chegam ao arquipélago não têm origem nas atividades desenvolvidas nas ilhas.

"São resíduos que chegam arrastados pelas correntes marítimas, provenientes das costas do centro e sul do continente americano, e, inclusivamente, do continente asiático", adianta.

As ilhas Galápagos, cerca de 60, situam-se no Pacífico, a cerca de mil quilómetros do continente sul-americano.

Situadas na confluência de três correntes oceânicas, concentram "uma grande variedade de espécies marinhas", destacando-se a tartaruga gigante.

"O arquipélago é muito importante pela sua biodiversidade, tendo-se transformado no principal laboratório vivo do mundo a partir da visita de Charles Darwin, em 1835", informa a Infopédia.

Durante a sua estada de cinco dias, o cientista fez colheitas de muitas plantas e animais, além de observações da vida natural que, mais tarde, serviram de base para a Teoria da Evolução, adianta a mesma fonte.