Assistente da Google vai telefonar por si. Mas se a conversa der errado... chama um humano

A aplicação pode marcar mesa num restaurante, ou uma ida ao cabeleireiro, e pode até ter a voz de um artista famoso. Porém, se a conversa se tornar impossível, a Google pede ajuda... a uma pessoa

A nova aplicação de Inteligência Artificial (IA) da Google foi apresentada esta terça-feira, em Mountain View, na Califórnia, no evento Google I/O - a conferência anual da empresa para programadores.

Entre muitas novidades, a mais sonante foi o Google Duplex, um upgrade introduzido no Assistente da Google que lhe vai permitir realizar, literalmente, chamadas por si. Mais: terá uma de seis vozes possíveis, uma delas a do cantor John Legend. Mas se a chamada começar a correr mal, a Google pede ajuda a um humano para completar a tarefa.

A apresentação esteve a cargo do presidente executivo da Google, Sundar Pichai, que demonstrou as capacidades comunicativas da aplicação fazendo a marcação de mesa num restaurante e uma ida ao cabeleireiro.

Para que o IA da multinacional fale por si, basta passar-lhe os dados necessários para a conversa que quer vir a desenvolver. Ou seja, dar uma hora, uma data, um local ao Assistente que, de seguida, fará a chamada.

Porém, explica esta quarta-feira o site especializado The Verge se uma chamada der errado, a aplicação liga... para um operador num call center. Isto, apesar do Assistente do Google conseguir reagir a algumas perguntas respostas inesperadas, mas as limitações da máquina ainda são muitas.

"Num post publicado no blog da Google, a empresa diz que o Duplex possui uma 'capacidade de automonitorização' que permite reconhecer quando as conversas ultrapassaram as suas capacidades. Nestes casos, sinaliza para um operador humano, que pode completar a tarefa", lê-se na página de internet da publicação.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ricardo Paes Mamede

A "taxa Robles" e a desqualificação do debate político

A proposta de criação de uma taxa sobre especulação imobiliária, anunciada pelo Bloco de Esquerda (BE) a 9 de setembro, animou os jornais, televisões e redes sociais durante vários dias. Agora que as atenções já se viraram para outras polémicas, vale a pena revistar o debate público sobre a "taxa Robles" e constatar o que ela nos diz sobre a desqualificação da disputa partidária em Portugal nos dias que correm.

Premium

Rosália Amorim

Crédito: teremos aprendido a lição?

Crédito para a habitação, crédito para o carro, crédito para as obras, crédito para as férias, crédito para tudo... Foi assim a vida de muitos portugueses antes da crise, a contrair crédito sobre crédito. Particulares e também os bancos (que facilitaram demais) ficaram com culpas no cartório. A pergunta que vale a pena fazer hoje é se, depois da crise e da intervenção da troika, a realidade terá mudado assim tanto? Parece que não. Hoje não é só o Estado que está sobre-endividado, mas são também os privados, quer as empresas quer os particulares.