Estacionar na Baixa é mais caro. Lisboa tem agora a zona preta e castanha

Lisboa tem desde quarta-feira duas novas cores de estacionamento: a preta e a castanha. Passam a ser assinalar as áreas de parquímetros mais caros da cidade e, para já, estão em vigor nas freguesias de Santa Maria Maior e Misericórdia, na Baixa da capital.

Desde o dia 14 deste mês deixar o carro parqueado numa zona assinalada como preta, para já apenas nas freguesias de Santa Maria Maior e Misericórdia, passou a custar três euros por hora e no máximo o veículo pode ocupar um lugar durante duas horas. Já na zona castanha a tarifa é de dois euros por hora, mantendo-se as duas horas como o limite de estacionamento.

Ainda neste mês a zona preta chegará à freguesia de Santo António, seguindo-se em maio as Avenidas Novas, São Domingos de Benfica e Campolide.

Com esta reorganização do tarifário - que foi aprovado na Assembleia Municipal de Lisboa no final de 2020 - deixar o carro numa zona vermelha custa 1,60 euros por hora e o limite de paragem também é de duas horas.

As duas cores mais baratas são a amarela e a verde, com a tarifa estabelecida em 1,20 e 80 cêntimos respetivamente. Nas zonas da cidade integradas nestas cores o limite de paragem é de quatro horas.

Este novo tarifário está em vigor desde a passada quarta-feira o dia em que foi retomado pagamento para estacionar na via pública depois de ter sido suspenso em janeiro.

O regresso das tarifas foi aprovado na AM na terça-feira passada (13 de abril) com os votos a favor dos deputados municipais do PS,, BE e oito independentes e a abstenção dos representantes do CDS-PP, PCP, PAN, PEV, MPT, PPM e dois independentes.

A proposta da Câmara Municipal de Lisboa aprovada prevê que até ao final do ano se mantenha a "gratuitidade do estacionamento para as equipas de saúde das unidades do Serviço Nacional de Saúde diretamente envolvidas no combate à pandemia, a operacionalizar através da Administração Regional de Saúde e das Administrações do centros hospitalares e a concretizar na proximidade do seu local de trabalho em parques de estacionamento da EMEL, em parques concessionários ou na via pública".

Em comunicado a Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa (EMEL) anunciou a entrada em vigor deste reordenamento das tarifas e cores das zonas de parqueamento e defendeu que esta é uma forma de "tornar a mobilidade urbana mais sustentável, reduzindo a entrada de veículos automóveis em Lisboa, fomentar uma maior rotatividade e, sobretudo, promover o estacionamento para residentes em zonas de maior densidade".

Este aumento de tarifário principalmente na zona histórica da capital pretende, de acordo com a EMEL, "transformar a cidade e garantir a qualidade de vida dos seus habitantes e visitantes" e caminhar para uma "capital cada vez mais verde e atrativa".

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