Exclusivo Diferença entre a nota interna e a do exame é maior quando professores são homens

Análises feitas por dupla de académicas da Nova SBE concluíram que raparigas têm melhor notas internas e rapazes aguentam-se melhor do que elas nos exames. Diferenças no género dos professores é quase residual.

Haverá diferença entre rapazes e raparigas nas avaliações dos professores e nas notas dos exames? E o género dos professores tem impacto nestas avaliações? Foram estas as perguntas que a Catarina Angelo e Ana Balcão Reis, da Nova SBE Economics of Education Knowledge Center tentaram responder com os seus dois últimos trabalhos. E as respostas são claramente sim, no primeiro caso, e um pouco, mas não muito, no que diz respeito à segunda pergunta.

No primeiro trabalho, as duas académicas compararam para rapazes e raparigas as diferenças das notas que têm nos exames das mesmas cadeiras e no mesmo ano, sem nenhuma informação adicional sobre os professores. Esta análise debruçou-se sobre os exames do 11.º e 12.º anos, mas também para os exames de 9.º, 6.º e 4.º anos na altura em que estes existiam. "O que vimos foi que, em média, é verdade para todos, rapazes e raparigas, as notas dadas pelo professor são mais altas e depois têm notas mais baixas nos exames. Só que esta queda é menor para os rapazes. Os rapazes aguentam-se melhor", explica ao DN Ana Balcão Reis, uma das autoras destes estudos. "Quer dizer que quando pensamos em coisas como o acesso ao ensino superior - em que no fundo o que interessa é o ranking e não a nota em si - para os rapazes seria melhor os exames terem um peso maior, porque eles, em termos relativos, ficam melhor nos exames do que as raparigas. E para as raparigas seria melhor as notas dos professores terem mais peso".

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG