Clubes de Ciência Viva quase quadruplicam até ao verão de 2025

Em média, cada projeto para a instalação de um clube terá um apoio de 10 mil euros, segundo informações do ME, que acrescentam que esses projetos devem estar concluídos até "agosto de 2025".

Os Clubes de Ciência Viva nas escolas do ensino básico e secundário vão quase quadruplicar até ao verão de 2025, com um aumento previsto de mais 650 clubes, revelou esta quarta-feira o Ministério da Educação.

O plano é que todos os agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas passem a ter o seu clube de Ciência Viva e que até agosto de 2025 estejam instalados "mais 650 clubes", que vão juntar-se aos 237 clubes já em funcionamento nos estabelecimentos de ensino, revelou hoje o ministério em comunicado.

No âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), serão investidos 6,5 milhões de euros para a instalação dos clubes nas escolas, que passará pela "elaboração do projeto, aquisição de consumíveis e materiais e equipamentos diversos e à criação de parcerias com Universidades, Politécnicos e/ou Centros de Investigação, para assim garantir espaços de ciência de qualidade em todas as escolas do ensino básico e secundário", lê-se na nota do ministério.

Em média, cada projeto para a instalação de um clube terá um apoio de 10 mil euros, segundo informações do ME, que acrescentam que esses projetos devem estar concluídos até "agosto de 2025".

Nas escolas, cada clube deve ser coordenado por um professor que "motive os alunos para práticas científicas, fomentando o espírito crítico, colaborativo, inventivo e empreendedor" e devem ser celebradas parcerias com instituições de cariz científico.

De acordo com o Ministério, a ideia é que através destes espaços se consiga potenciar a cooperação entre sistemas formais e não formais de educação, constituindo parcerias com instituições científicas e de ensino superior, mas também com autarquias, centros Ciência Viva, empresas com I&D, museus ou outras instituições culturais.

Além de espaços de reprodução de experiências de laboratório, os clubes são também locais de trabalho em rede, que envolvem entidades exteriores à escola que apoiam o desenvolvimento de áreas que vão desde o Ambiente à Astronomia, Botânica, Física e Química, Matemática, Robótica, Fotografia, Cidadania, entre outras.

Os Clubes Ciência Viva funcionam nas escolas como espaços abertos de contacto com a ciência e a tecnologia, para a educação e o acesso generalizado dos alunos a práticas científicas, promovendo o ensino experimental das ciências e das técnicas.

O concurso para o alargamento da rede é lançado hoje e prevê, além dos 6,5 milhões para a criação de novos clubes, um montante de 1,5 milhões de euros para apoiar a dinamização da Rede, como a organização do Fórum Nacional, a promoção de encontros e seminários para partilha de experiências, 'workshops', visitas de estudo e deslocações às escolas.

A rede de Clubes Ciência Viva na Escola resulta de uma parceria, estabelecida entre a Direção-Geral da Educação e a Ciência Viva -- Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica em 2018, com o especial propósito de promover a aliança entre a ciência, a educação e a tecnologia.

A ideia deste projeto é promover o ensino experimental das ciências aumentando a literacia científica e tecnológica, contribuir para a inovação pedagógica e para a promoção do sucesso escolar e promover a articulação entre o ensino formal e não formal, entre ciclos de escolaridade, entre disciplinas e escolas, gerando lógicas organizativas mais flexíveis.

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