Cancro mata mais do que sida, malária e tuberculose juntas

Segundo os dados mais recentes da Organização Mundial da Saúde, estima-se que uma em cada seis mortes no mundo se deve a cancro - foram 9,6 milhões em 2018. UE apresentou plano de combate.

Apesar dos avanços da ciência e das conquistas da medicina, que já permitiram reduzir o sofrimento de muitos doentes, as doenças oncológicas continuam a ser uma das principais causas de morte no mundo. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, um em cada seis óbitos está relacionado com o cancro, estimando-se em cerca de 9,6 milhões de vidas perdidas anualmente para a doença.

Em Portugal, a realidade não é diferente. Os cancros do pulmão, colorretal, estômago, próstata e mama são os cinco mais mortais no país, que registou, em 2018, perto de 29 mil mortes - de acordo com a Pordata, este número equivale a um quarto (24,6%) do total de óbitos anual. Ainda que Portugal figure entre os dez países da Europa com melhores taxas de sobrevivência, um estudo recente da Apifarma - Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica revela que o valor per capita investido no tratamento do cancro é quase metade (57,5%) do valor da média europeia.

No espaço comunitário, de acordo com os dados mais recentes do Eurostat, o retrato português não é, contudo, dos mais negros. A tabela de países com maior número de mortes oncológicas por cada cem mil habitantes é liderada pela Hungria (345 mortes) e, em contraste, é em Chipre que se regista o valor mais baixo da União Europeia (194 mortes). Portugal fica sensivelmente a meio, com 246 mortes por cem mil habitantes, abaixo da média europeia, fixada em 257 mortes.

A Comissão Europeia apresentou ontem o plano Combater o Cancro, que propõe uma "nova abordagem da União Europeia à prevenção, tratamento e cuidado" da doença e tem um financiamento de quatro mil milhões de euros. Ursula von der Leyen lamentou a morte de "1,3 milhões de europeus", em 2020, vítimas de cancro, e sublinhou quatro áreas em que assenta o novo plano: prevenção, deteção num estado inicial, diagnóstico e tratamento e melhoria da qualidade de vida.

Os especialistas acreditam que 40% dos casos de cancro em todo o mundo podiam ser evitados com base no comportamento das pessoas, apontando entre os principais fatores de risco o consumo de tabaco e de álcool e o sedentarismo.

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