Quarto dia consecutivo acima dos 50 mil novos casos em Portugal

Boletim diário da DGS deste sábado aponta para mais 58 131 casos e 43 mortes. Há contudo menos 17 internados e menos oito doentes em unidades de cuidados intensivos.

DN
Testagem à covid-19 em Lisboa.© PAULO SPRANGER / Global Imagen

Portugal confirmou, nas últimas 24 horas, 58 131 novos casos de covid-19, indica o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS) deste sábado (22 de janeiro). Foram ainda registadas mais 43 mortes devido à infeção por SARS-CoV-2.

O número de novos casos ligeiramente abaixo do recorde registado na véspera, de mais 58 530 casos. É contudo o quarto dia consecutivo com mais de 50 mil novos casos.

Desde o início da pandemia já foram registados 2 176 256 casos de covid-19 em Portugal e 19 539 mortes. Este sábado há registo de mais 31 928 casos ativos, que chegam aos 454 821. Há ainda mais 26 160 recuperados, num total de 1 701 896.

Há ainda mais 26 184 contactos em vigilância, num total de 452 094.

Nos hospitais há agora 2027 internados (menos 17 do que na véspera), dos quais 154 (menos oito) estão em unidades de cuidados intensivos.

Em relação aos novos casos, quase metade (25 255) foram registados na região Norte, com outros 17 165 na região de Lisboa e Vale do Tejo, 8716 na região Centro, 2244 no Algarve e 1915 no Alentejo. Na Madeira são mais 1708 casos novos e nos Açores mais 1128.

Quanto ao número de mortes, 18 foram registadas em Lisboa e Vale do Tejo, 15 no Norte, quatro no Centro e mais dois em cada uma das regiões do Alentejo e Algarve, tal como na Madeira.

Entre as 43 mortes, uma é na faixa etária dos 40 aos 49 anos, duas na dos 50 aos 59 anos, três na dos 60 aos 69 anos, seis na dos 70 aos 79 anos e 31 na dos mais de 80 anos.

Pico é imprevisível

A nova variante Ómicron gerou uma onda epidémica que se está a sobrepor à última onda gerada pela variante Delta, ainda em dezembro. De acordo com as projeções dos especialistas, o pico desta última onda era esperado na semana anterior ou nesta que agora finda, mas a verdade é que a última onda provocada pela Delta não vai atingir um pico.

Isto porque "os casos continuam a aumentar, mas já devido à onda gerada pela Ómicron", explica ao DN o professor Carlos Antunes, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, que integra a equipa que faz a modelação da evolução da covid-19 desde o início da pandemia.

Na quarta-feira, o professor tinha afirmado ao DN haver já a suspeita de que o pico da onda da Delta poderia ter sido adiado, mas ontem tal já era um facto confirmado: "O pico foi adiado". E prova disso é o crescimento registado no R (t), que indica o ritmo de crescimento dos casos. "Se está acima de 1 isso quer dizer que os casos vão continuar a subir", explicou o professor.

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Espanha quer tratar covid como se fosse gripe

Espanha está a preparar terreno para tratar a próxima vaga de contágios de covid-19 não como uma emergência sanitária, mas sim da mesma forma de uma doença como a gripe, com que já nos habituámos a conviver.

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, indicou no início da semana que gostaria que a União Europeia estudasse mudanças na sua estratégia, agora que o surto da variante Ómicron mostra que a doença está a tornar-se menos letal.

"O que estamos a dizer é que nos próximos meses e anos, vamos ter de pensar, sem hesitação e de acordo com o que a ciência nos diz, como gerir a pandemia com parâmetros diferentes", afirmou Sánchez na segunda-feira passada.

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