"A montanha do Pico é um vulcão e é tão só o maior vulcão dos Açores e o terceiro do Atlântico Norte"

Depois de uma palestra no Centro de Interpretação dos Capelinhos, no Faial, organizada pela GlexSummit, em paralelo ao evento principal em São Miguel, o vulcanólogo João Carlos Nunes, diretor científico do INOVA e professor da Universidade dos Açores, conversou com o DN sobre as origens do arquipélago, todo ele nascido dos magmas que vieram de debaixo dos fundos oceânicos, há seis milhões de anos no caso de Santa Maria e 300 mil anos no do Pico, a mais jovem das nove ilhas.

Estamos aqui no Faial, de onde se vê o Pico e a montanha que lhe dá nome, e quem já a visitou percebe que é uma ilha mais nova, mais vulcânica do que as outras. Tem 300 mil anos, se não me engano?
De idade máxima.

As outras ilhas são todas muito mais velhas. Como é que se pode avaliar a idade das várias ilhas dos Açores em relação ao Pico?
O mais ou menos é sempre relativo. Nada como pôr números para nós termos uma ideia. A ilha mais antiga dos Açores, a primeira que se formou, foi a ilha de Santa Maria, que terá emergido do mar, do Atlântico, há cerca de seis milhões de anos. Seis milhões de anos parece uma eternidade, mas na escala do tempo geológico é uma idade muito recente. Seguiram-se à ilha de Santa Maria as restantes oito ilhas, não todas de uma vez. As ilhas foram surgindo uma após as outras, e nessa cadeia a ilha do Pico é a mais recente. Tem uma idade máxima estipulada de cerca de 300 mil anos.

Para um vulcanólogo como o senhor, e até tendo em conta estarmos aqui por causa dos Capelinhos, o Faial tem mais que estudar por causa do famoso vulcão ou apesar de tudo o Pico ainda é a maior fonte de informação?
Isso é muito difícil de dizer, porque vai depender da área de interesse de cada um. Por exemplo, para uma pessoa que seja geólogo, que seja da área das rochas, da petrologia, se calhar o Faial é mais interessante porque tem uma grande variedade de tipos de rocha, representa tipos de magmas diferentes, tipos de vulcanismos diferentes. No Pico, a ilha, o vulcanismo é muito mais monótono, é muito mais semelhante entre si, mas, pelo contrário, a morfologia da ilha é completamente distinta. Basta lembrar que é o ponto mais alto de Portugal, o maior vulcão dos Açores, o terceiro maior vulcão do Atlântico Norte. Portanto só isso é um bom cardápio para justificar o interesse.

A montanha do Pico é um vulcão?
É um vulcão. A montanha do Pico é um vulcão e é tão só o maior vulcão dos Açores.

Quais são os outros dois gigantes?
O maior é o vulcão Teide, nas Canárias. Depois vem o vulcão Fogo, em Cabo Verde.

Está extinto o Pico? Ou apenas adormecido? Qual a situação do Pico?
A montanha do Pico, à semelhança dos outros 16 sistemas vulcânicos que existem nos Açores ativos está naquilo que disse, e bem, uma fase de dormência. Porque é que dizemos uma fase adormecido? Há duas grandes categorias de vulcões. Os extintos por definição são aqueles que já alimentaram, já deram origem a erupções vulcânicas no passado, mas que têm o seu sistema em profundidade desativado, já não há hipótese deste entrar em erupção. E depois temos do outro lado da fasquia os vulcões ativos. E os vulcões ativos, esses são de dois tipos, ou subtipos, se quiser: aqueles que são ativos e estão em atividade - lembremo-nos recentemente do vulcão de La Palma, nas Canárias. La Palma, toda a ilha, é um vulcão ativo e que esteve em atividade durante vários meses. E depois há aqueles sistemas vulcânicos que estão ativos, mas estão adormecidos. Significa que estão num período de repouso entre erupções. Quer dizer que tiveram uma erupção há pouco tempo sendo que o pouco tempo aqui é, volto a sublinhar, muito relativo.

Tem noção de há quantos anos foi a última erupção no Pico?
Nós temos um trabalho muito detalhado do vulcanismo da montanha do Pico e sabemos, por exemplo, que montanha esteve em erupção há cerca de 300 anos, que é uma idade relativamente mesmo muito recente em termos geológicos.

E não é possível fazer nenhuma previsão de uma próxima erupção?

Podemos sempre fazer previsões probabilísticas e com base na estatística, sendo que os vulcões dos Açores, para fazer essa abordagem, colocam-nos um problema, se quiser, matemático. Nós temos um período de observação relativamente pequeno, que é o período de povoamento das ilhas desde o século XV, e os vulcões dos Açores são muito preguiçosos. Alguns diriam "Graças a Deus". Ou seja, eles têm períodos de dormência muito longos. Estão em atividade com pouca regularidade. Isso significa que nós temos muito pouca amostra estatística. A nossa média, o nosso cálculo estatístico, é meramente indicativa.

Um italiano, um vulcanólogo italiano que esteja a estudar o Etna...
O Etna, que entra em erupção a cada seis meses, é um manancial de informação, que permite dizer que vai ter uma erupção dentro de X semanas.

E não é só a frequência dos seis meses que ajuda, também há a longuíssima observação histórica, no mínimo desde o Império Romano.
Nem mais. É por isso que para nós, no caso dos Açores, não basta avaliar se o vulcão está em atividade ou não, ou melhor, se o vulcão é ativo ou não, não nos basta os seis séculos de ocupação do território. Temos que recuar nos tempos geológicos, daí que considera-se que, do ponto de vista vulcânico, um edifício ativo, um vulcão ativo, é aquele que tem pelo menos uma erupção nos últimos 12 mil anos. Porque ele pode não ter tido nenhuma atividade desde que as ilhas são conhecidas, mas se tiver tido uma erupção nos últimos 12 mil anos é considerado ativo.

Não havendo testemunho humano?
Aí funciona o testemunho geológico. As rochas, a geologia, as camadas são o livro da história do vulcão.

A famosa Lagoa das Sete Cidades, em São Miguel, é a caldeira de um vulcão ou duas caldeiras de dois vulcões?
É uma caldeira que teve duas fases de formação, mas é uma única caldeira. A definição de caldeira é uma grande depressão vulcânica.

Era um vulcão.
É um vulcão. É um vulcão que tem no topo - em vez de uma estrutura cónica, em vez de uma morfologia bem acentuada como, por exemplo, na montanha do Pico - à superfície do edifício vulcânico uma grande depressão que nós denominamos de caldeira, pelo colapso que passou, no passado distante, há mais de 20 mil anos.

Tendo sido há mais de 20 mil anos, o vulcão das Sete Cidades não faz parte, portanto, dos sistemas considerados ativos.
Faz, porque depois da caldeira, depois da fase de formação da caldeira, ocorreram muitas outras erupções. A última delas foi em 1811, já bastante após a descoberta e povoamento dos Açores.

Que descrição é que há dessa erupção? As águas das lagoas, por exemplo, como foram afetadas?
A erupção de 1811 não foi no interior, não foi na caldeira. Foi nas encostas do edifício vulcânico. Foi no exterior, nos flancos do vulcão. A última que ocorreu na caldeira das Sete Cidades foi em 1430, próximo da data do descobrimento.

Já com observação humana?
Já houve observação dos barcos, das caravelas, que passavam ao largo da ilha.

A ilha já estava habitada?
Só estava habitada na zona chamada Povoação. Foi o primeiro local a ser povoado na ilha. Há um registo histórico produzido na famosa obra de Gaspar Frutuoso, que é o nosso grande cronista, é o Fernão Lopes aqui do sítio, em que já vem referida essa erupção.

As nove ilhas têm todas sistemas ativos?
Não. Essa é uma pergunta interessante porque os sistemas ativos estão localizados, estão implantados nas zonas da dinâmica do Atlântico, que está relacionada com a junção das placas. E os edifícios vulcânicos das ilhas que estão mais afastadas da testa desta zona de confronto entre as placas têm uma situação mais estável. É o caso da Santa Maria e é o caso das Flores e do Corvo. Essas três ilhas estão mais afastadas dessa fronteira onde há libertação de energia, onde há magma em profundidade, que sempre que pode vem à superfície. A dinâmica à escala regional condiciona quais as ilhas onde existem sistemas vulcânicos ativos. Simplificando, em seis das Ilhas dos Açores temos vulcões ativos.

Nas outras três não, então. E diga-me uma coisa. Santa Maria é considerada placa africana. Flores e Corvo americana, certo.
Norte-americana.

As cinco ilhas do grupo Central, e também São Miguel, no Oriental, têm uma situação especial, pois não são nem África, nem América do Norte, nem sequer Europa?
É uma situação especial porque de facto os Açores estão numa zona especial do Atlântico. Porque nós nos Açores não temos uma única placa tectónica. Nem temos duas, temos três placas. E essas três placas definem aquilo que se chama uma junção tripla. Idealmente as três placas ao juntar-se definiam um ponto. E o normal seria duas linhas a cruzar-se. Ora, nos Açores não são duas linhas. É uma linha que é a Crista Média Atlântica que separa a placa norte-americana das outras duas e a outra linha na zona dos Açores que desdobra-se em várias linhas. Nós chamamos fraturas. Portanto essas zonas, que estão fraturadas e que permitem que o magma venha à superfície, têm gerado ao longo desses últimos milhões de anos as ilhas do grupo central, como referiu, e também a ilha de São Miguel.

Que não pertencem então a nenhuma placa continental?
Não são nem placa euro-asiática nem placa africana. Esta área de interação dessas duas placas tem recebido vários nomes ao longo do tempo. Já foi designada por mini placa dos Açores, já foi designada por microplaca dos Açores, trabalhos mais recentes apontam a designação bloco dos Açores. O que é relevante, se calhar mais relevante do que o próprio nome, ou do que o autor que a designou, é nós considerarmos que há não uma linha bem definida, mas sim uma faixa de terreno que é terra de ninguém. Nem é placa euro-asiática nem é placa africana. É a tal zona onde há maior atividade sísmica e isso já acontece há milhões de anos.

No caso dos Capelinhos, a erupção em 1957 dura um ano, até 1958.
Mais de um ano. Foram 13 meses. Começou em setembro de 157 e terminou em outubro de 1958.

Uma erupção prolongada que resultou n um pequeno acréscimo ao território da ilha.
É curioso porque frequentemente quando se fala dos vulcões dos Açores, diz-se que a tal última erupção dos Açores foi a erupção dos Capelinhos. E isto que estou a dizer é meia-verdade. De facto é a última erupção que ocorreu nos Açores que acrescentou território aos Açores. Ou seja, a ilha do Faial cresceu 2,4 quilómetros quadrados devido à erupção do vulcão dos Capelinhos.

Entretanto, já houve erosão.
Entretanto o mar já está a recuperar aquilo que é seu, já garantiu cerca de 3 /4 desse território

Antes de voltar ao tema Capelinhos, qual foi então a última erupção observada nos Açores?
A última erupção foi em 1998. Começou em 1998, em finais de 1998 e prolongou-se até ao ano 2000 e aconteceu ao largo da ilha Terceira, na zona ao largo da Serreta, que pelo facto de ser uma erupção numa zona bastante profunda, acabou por ter um estilo completamente diferente do que é habitual. Daí que também designamos agora esse tipo de erupção como serretiano.

Como é que foi identificada?
Foram relatos de pescadores, que repararam em peixes mortos, numa coloração diferente do mar, e, depois, mais tarde, a erupção, com o evoluir, acabou por dar umas estruturas vulcânicas, lá está, peculiares, chamados os balões de lava, que vinham à superfície, flutuavam tal e qual como se fossem balões cheios de hélio na atmosfera. Ali eram bolas de lava cheias de gases vulcânicos que flutuavam na coluna de água e ao chegar à superfície, com a descompressão, fragmentavam e daí aquelas colunas de vapor branco que nós víamos, que não era mais do que água do mar a entrar.

Disse que se chamavam, esse tipo de erupções, serretianas?
Elas foram designadas, essas erupções, como sendo do tipo serretiano.

Ou seja, o nome do local. Passar-se-á a batizar assim todas as erupções deste género, no mundo?
É a nossa pretensão. Porque foi a primeira vez que esse tipo de erupção foi documentado cientificamente desde o seu início até ao fim. Tal como aconteceu com os Capelinhos em 1957, mas a erupção dos Capelinhos designa-se agora, em termos vulcanológicos, como do tipo surtseiana, que vem do nome de ilha que se formou em 1963 na Islândia, e que também foi produto de uma erupção muito parecida com a dos Capelinhos. No fundo foi posterior uns anos aos Capelinhos, mas a comunidade científica atribuiu ao vulcão islandês a relevância científica para atribuir uma designação que hoje em dia figura em qualquer manual de vulcanologia.

Voltando aos Capelinhos, o que é que tem ou teve de especial?
Desde logo, foi uma erupção que acontecendo próximo de terra era de fácil visualização, era de fácil estudo, chamou muito a atenção da comunidade científica internacional. Tivemos aqui, nos Açores, na década de 1950 vários investigadores das escolas francesa e americana e esses estudos e esses trabalhos feitos nos Capelinhos deram uma projeção internacional não só à ilha, mas também ao vulcanismo dos Açores. O certo é que hoje em dia qualquer manual de vulcanologia de uma universidade, ou mesmo do ensino secundário, fala sempre na erupção dos Capelinhos, refere os Capelinhos como sendo um marco na vulcanologia. E, por essa razão, são reconhecidos os Capelinhos à escala global, começando precisamente no mar. Não temos o nome Capelinhos, mas temos essa referência.

Os Capelinhos também, todo aquele fumo que se vê nos filmes feitos na época tem muito a ver com o fogo no mar, não é?
O vulcão dos Capelinhos teve a particularidade de nascer no fundo do mar, ao largo da ilha. Ele iniciou a sua atividade ao largo da ilha, numa zona de profundidades relativamente baixas, e depressa o magma atingiu a superfície, e quando digo superfície, é do planeta, e neste caso o fundo do oceano. E, portanto, o magma que vem com uma temperatura elevada, superior a 1000 graus, ao interagir com a água do oceano, causa uma fragmentação, e causa toda aquela explosividade que nós vimos e que estamos habituados a ver associadas às imagens dos Capelinhos. E se está recordado dessas imagens, a par de umas nuvens negras, que são expelidas com grande violência, que são as cinzas, vemos ainda umas colunas esbranquiçadas. Aquelas colunas são essencialmente a água do mar vaporizada devido ao calor e ao contacto com o magma.

Isso que descreve quase que sintetiza a história geológica dos Açores, voltando aos tais seis milhões de anos de Santa Maria e os 300 mil anos do Pico. No fundo estamos a falar de nove ilhas vulcânicas. Significa que o arquipélago resulta de os magmas se imporem ao mar.
Sim, magmas que estão no interior da terra e que encontram um caminho para vir à superfície. Esse caminho são as falhas, são as fraturas que ainda há pouco falávamos. Sempre que há oportunidade, o magma, que vem de dentro da terra, aproveita, pois para chegar cá acima precisa de ter uma autoestrada, um caminho. Esse caminho são as fraturas, são as falhas que existem na crosta terrestre, e neste caso dos Açores estamos a falar de uma crosta oceânica, e portanto essa expansão magmática, num primeiro instante, ocorre no fundo oceânico. A primeira coisa que encontra é água do mar. E, portanto, todas as ilhas tiveram esse processo de génese. No caso de Santa Maria, esse processo inicial da formação da proto-ilha no fundo oceânico, de 3000 ou 3500 metros de profundidade, começou há mais de 30 milhões de anos. Mas a ilha só emergiu há cerca de seis milhões. Mas pergunta que tipo de erupção é que terá acontecido nessa altura? Podíamos pegar nas imagens dos Capelinhos e transladá-las para a baía dos Cabrestantes em Santa Maria, que é a zona da ilha mais antiga, a que primeiro se formou.

A ilha antes de chegar à superfície, antes de ser uma ilha...
Era uma proto-ilha, era um vulcão submarino

E vai subindo em várias fases?
Sim. Isso em Santa Maria começou há 30 milhões de anos ou há 35 milhões. Mas a ilha só surgiu há seis milhões. Tem que imaginar que foi preciso construir um empilhamento muito grande, até que o vulcanismo chegasse à superfície. Isso normalmente faz-se por ciclos. Há alturas em que há mais ascensão, que há mais magmatismo, depois há períodos de repouso, e não são sempre iguais.

Tem ideia de quantos metros acima do mar está o Pico? Do fundo do mar.
Sim, nós sabemos que a montanha do Pico, o tal terceiro maior vulcão do Atlântico tem uma altura, e a altura mede-se desde a base até ao topo, de 3500 metros. Apesar da sua altitude ser 2350, a sua altura são 3500, porque o fundo do mar à volta da ilha do Pico, nas proximidades, está a cerca de 1200 metros.

É provável que um dia, fruto da sua condição vulcânica, haja uma caldeira em vez de haver aquele cone?
É assim. Os manuais da história eruptiva da grande maioria dos vulcões dizem que esse é o caminho normal. Os edifícios vulcânicos começam por ser do tipo montanha do Pico, edifícios cónicos, bem pronunciados, com vulcanismo basáltico, como a montanha do Pico tem. Mas com o passar do tempo e com o desenvolvimento daquilo que nós chamamos uma câmara magmática, que é um reservatório em profundidade, os magmas vão evoluindo, e esse evoluir significa irem-se enriquecendo em sílica, e essa evolução, esse enriquecimento, vai tornando os magmas mais viscosos, mais difíceis de expelir, o que, quando dão origem a erupções, estas são tendencialmente explosivas e quando são explosivas e muito explosivas dá-se o tal colapso da montanha e a formação das caldeiras. O caminho normal e expectável num edifício vulcânico, como a montanha do Pico é que, numa fase mais evoluída da sua história eruptiva se possa formar uma caldeira no topo. Uma nota: é um processo à escala geológica, pode demorar milhões de anos. Ou várias centenas de milhares de anos.

Mas pode ser já daqui a 100 anos?
É pouco provável. Pergunta-me porquê? Porque nós quando estudamos a geologia da ilha estudamos as rochas, a composição das rochas, e na ilha do Pico praticamente não há rochas que indiciem que esse processo de evolução está acelerado. Há pequenos indícios, mas são ainda, se quiser, residuais. Outra nota que eu deixava. Então, primeiro que isso é um processo lento. Estamos a falar de centenas de milhares de anos a milhões de anos. E lembro que o Pico apenas tem 300 mil anos. A outra nota é que, isso é o processo normal, isso é o que vem nos livros, mas a mãe natureza está-nos a habituar a apresentar as exceções que confirmam a regra. Há muitos vulcões no mundo que são vulcões cónicos, como a montanha do Pico, que sempre o foram e no entanto têm milhões de anos. Lembremo-nos do Monte Fuji, no Japão, lembremo-nos também do vulcão Mayon, nas Filipinas. Portanto, há edifícios vulcânicos cuja história eruptiva, pelo que sabemos, não termina obrigatoriamente na formação de uma caldeira.

leonidio.ferreira@dn.pt

O DN viajou a convite da GlexSummit

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