50 mil chamados neste domingo para reforçar a vacina Janssen

Os mais de 49 anos com apenas uma dose contra a covid-19 começam hoje a tomar a Pfizer, num total de 270 mil. Num dia em que se batem recordes de vacinação e de novos casos.

Quem tem 50 ou mais anos e levou a vacina Janssen, da Johnson & Johnson, contra a covid-19, começa este domingo a fazer o reforço, prevendo-se que seja com uma dose da Pfizer. Estão neste grupo 270 mil pessoas e as primeiras 50 mil foram convocadas para este domingo, sendo as restantes distribuídas pelos dias 8, 12 e 19 de dezembro. Um milhão é o universo dos que apenas levaram uma injeção contra o SARS-CoV-2. Os restantes serão calendarizados posteriormente.

Inicialmente, a Direção-Geral de Saúde recomendou a Janssen para pessoas acima dos 50 anos, norma que foi posteriormente alargada aos homens a partir dos 18 anos. Isto, porque as complicações mais graves devido à toma deste fármaco ocorreram com mulheres em idade fértil. Esta é a única vacina usada em Portugal de apenas uma dose.

O reforço será feito por agendamento, via convocatória por SMS, sendo inoculada uma segunda dose, desta vez a Pfizer. Este laboratório utiliza uma técnica diferente, a do RNA mensageiro, tal como a Moderna.
Mantém-se o regime "casa aberta", mas apenas para utentes com idade igual ou superior a 75 anos.

Nesta segunda fase de vacinação em Portugal, 1,5 milhões de pessoas tomaram a 3.ª dose da vacina contra a covid-19, das quais 35,7 % inoculadas em utentes com 80 ou mais anos de idade. Foram ainda administrados dois milhões de vacinas contra a gripe.

Recorde de casos e mortes

Portugal voltou a bater um recorde de mortes e de novas infeções nesta nova vaga da pandemia. Há a registar mais 5649 casos e mais 22 vítimas mortais nas últimas 24 horas (desde 6 de fevereiro que o número de casos não era tão alto e desde 10 de março que não havia tantos mortos). Estão 879 pessoas internadas (menos 23 que na sexta-feira), das quais 130 (mais uma) em unidades de cuidados intensivos.
As novas infeções surgem em maior número no norte de Portugal, mais 1775 de sexta para sábado, tal como os mortos, mais sete. Segue-se Lisboa e Vale do Tejo, com mais 1699 casos e mais cinco vítimas mortais, com a região centro a ocupar o terceiro lugar: mais 1474 infetados e mais quatro mortes. Mas os números absolutos escondem a sua dimensão na população local. Os concelhos com maior incidência da pandemia estão longe da capital portuguesa.
A análise a 14 dias da proporção de infeções da covid-19 por residentes identifica dez concelhos cuja situação é muito grave. São aqueles em que há mais de 960 casos por cem mil habitantes. Os dez concelhos são Carregal do Sal, Vila Nova de Paiva, Terras de Bouro e Vimioso, a norte do país; Soure e Mira, no centro; Barrancos, Serpa, Monchique e Portimão, a sul.
Portugal atingiu este sábado as 18 514 mortes, entre as pessoas mais velhas e com comorbilidades
. Os residentes no país com 80 ou mais anos representam 65,1 % das vítimas mortais (12 055). E os que estão na faixa etária dos 70 aos 79 são 21,5 % (3983) do total.
As estatísticas continuam a revelar uma taxa de letalidade baixa entre os mais novos. Morreram 65 residentes no país por infeção deste novo vírus com menos de 40 anos, sendo que cinco com menos de 20.

113 mil testes num dia

Esta quinta-feira, realizaram-se 113 mil testes à covid-19 os quais resultaram numa taxa de 2,5 % positividade, segundo o último balanço do Instituto Nacional Ricardo Jorge. É a segunda vez que é ultrapassada a fasquia dos 100 mil testes diários em uma semana. Na terça-feira, realizaram-se 117 mil. Não estão incluídos os autotestes.

Na última semana, o país realizou 300 mil testes de diagnóstico da infeção por SARS-CoV-19, "o que reflete o esforço de testagem levado a cabo desde março de 2020", sublinham as autoridades sanitárias portuguesas.

Durante o mês de novembro realizaram-se 1,5 milhões destes diagnósticos, o que representa a média diária de 50 mil. E, desde março, fizeram-se em Portugal mais de 21 milhões de testes, dos quais, 15,2 milhões de testes PCR e 6,4 milhões de teste rápidos antigénio.

Os testes de antigénio efetuados nas farmácias e em laboratórios aderentes ao regime excecional de comparticipação voltaram a ser gratuitos desde 19 de novembro. A medida vai manter-se até 31 de dezembro.

O objetivo da reativação do regime excecional de comparticipação, "visa contribuir para a deteção e isolamento precoce de casos, prevenir e mitigar o impacto da infeção por SARS-CoV-2 nos serviços de saúde e nas populações vulneráveis, assim como reduzir e controlar a transmissão da infeção e monitorizar a evolução epidemiológica", refere a nota do Instituto Ricardo Jorge.

ceuneves@dn.pt

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