408 novos casos e 5 mortes por covid-19 em Portugal nas últimas 24 horas

O boletim epidemiológico da DGS indica 408 novos casos e cinco mortos nas últimas 24 horas e 459 doentes internados, dos quais 118 em cuidados intensivos.

Há mais 408 novos casos de covid-19 em Portugal nas últimas 24 horas e mais cinco óbitos, de acordo com o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS) desta terça-feira (13 de abril). Neste momento, há 459 pessoas internadas, das quais 118 em unidades de cuidados intensivos. No total, menos 20 do que no dia anterior e nos cuidados intensivos apenas menos um. Este é o menor número de internados desde o dia 13 de setembro, altura em que se registaram 452 internamentos.

De acordo com o Boletim diário da DGS, há 25 441 casos ativos, menos 343 do que na segunda-feira, e 18 013 em vigilância, menos 207 do que no dia anterior.

Ao todo, Portugal soma 828 173 casos de infeção, 16 923 mortes e 785 809 recuperados, mais 746 do que na segunda-feira. Neste dia, a Região do Norte voltou a registar o maior número de casos no país (153), Lisboa e Vale do Tejo vem a seguir com 137, depois a região Centro com 48, o Alentejo com 24 e o Algarve com 13. Nas ilhas, os Açores registaram 24 novos casos, comando agora 4397, e a Madeira apenas 9, ficando com um total de 8871.

Quanto à incidência da doença, mantém-se os 70,0 casos por 100 mil habitantes a nível nacional e de 67,4 no Continente. O R(t) a nível nacional mantém-se em 1,04 e no Continente 1,03.

Nesta terça-feira há ainda a registar uma redução no número de casos ativos, menos 343, enquanto na segunda-feira tinham sido apenas 176, e também no número de casos em vigilância, menos 207, enquanto na segunda-feira este número tinha aumentado, mais 488.

"Duas semanas a um mês" para atingir os 120 casos por 100 mil habitantes

Esta manhã, decorreu nas instalação do Infarmed, em Lisboa, mais uma reunião com especialistas de várias áreas, o Presidente da República, governo, conselheiros de Estado e representantes dos partidos com assento parlamentar.

Tendo em conta o atual ritmo de evolução da pandemia, Portugal deverá demorar duas semanas a um mês para chegar aos 120 mil casos por 100 mil habitantes, o limiar de risco definido pelo Governo, como explicou Baltazar Nunes neste encontro. Atualmente, o país tem cerca de 71 casos por 100 mil habitantes, segundo André Peralta Santos, da DGS.

A região de Lisboa e Vale do Tejo não apresenta risco de atingir este valor tão cedo porque "tem taxa de crescimento praticamente nula".

"Há um efeito significativo" do efeito da vacinação nos maiores de 80 anos, disse o especialista.

Especialista refere que há um aumento "mais expressivo" na população mais jovem.

Regista-se aumento na faixa etária dos 0 aos 9 anos, referiu André Peralta Santos, da DGS. "Todas as faixas etárias têm uma incidência inferior, face a 15 de março, exceto a dos 0 aos 9 anos", acrescentou.

"É de realçar a diminuição de casos na faixa etária dos 80 anos, a mais vulnerável à morte", indicou. Esta foi a faixa etária mais castigada nas primeiras vagas da pandemia e antes da campanha de vacinação tem sido menos afetada. Por outro lado, começa-se a registar um aumento na faixa etária dos "25 aos 55 anos que traduz a população ativa", disse André Peralta Santos."Houve uma intensificação da testagem da semana 13 para a semana 14 e segue um padrão em que concelhos com maior incidência têm maior testagem", indica o especialista. Ao mesmo tempo, está a haver uma diminuição da taxa de positividade, inferior a 4% no território nacional, disse.

Gouveia e Melo sobre a vacinação: "A partir de agora vamos fazer uma sequenciação etária pura"

Quando vacinarmos as pessoas com mais de 60 estará vacinada a faixa etária que mais sofreu com a covid-19, explica o coordenador da task force, vice-almirante Gouveia e Melo. Neste momento, 400 mil pessoas entre os 75 e os 80 anos estão já vacinadas, adiantou Gouveia e Melo.

Na sua curta apresentação, o coordenador da task force garantiu ainda que "a partir de agora vamos fazer uma sequenciação etária pura", explica.

A vacinação continuará a passar pelo agendamento dos centros de saúde, mas será também aberto o autoagendamento. Juntas de freguesias e bombeiros poderão colaborar neste agendamento, antecipa Gouveia e Melo.

Neste momento, 15% da população recebeu a primeira dose da vacina.

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